
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu nesta quinta-feira (9) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas pregou reformas no Judiciário e criticou a prisão de empresários como “instrumento” para pressionar por acordos de delação premiada.
Em meio a investigações sobre uma suposta ligação de Moraes e da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o banco Master, Edinho Silva afirmou que, por duas vezes, Moraes teve “papel fundamental” e “papel importante” na defesa da democracia durante o julgamento dos envolvidos em atos golpistas.
Ao participar de um jantar da Esfera Brasil com empresários em São Paulo, o dirigente petista desconversou ao ser questionado sobre o “conselho” dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Moraes para não deixar que o caso do banco Master atinja sua reputação. “Orientar alguém não é demérito”, disse Edinho.
Na quarta-feira, o presidente Lula afirmou, em entrevista ao portal ICL Notícias, que disse ao ministro do STF para se declarar impedido de votar em ações envolvendo o caso Master no Supremo. “Você construiu uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia”, afirmou Lula, em entrevista ao portal ICL Notícias.
Edinho, no entanto, evitou críticas a Moraes e defendeu reformas no Judiciário para fortalecer o Poder e evitar falhas. “Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é você ter instituições fortes”, disse o presidente do PT, criticando a proposta defendida por senadores e pré-candidatos ao Senado de cassar ministros do STF.
O dirigente do PT foi questionado sobre a atuação de Moraes para limitar delações premiadas, no contexto do escândalo do banco Master, e novamente desconversou, mas disse que não é algo “ruim”. Edinho lembrou que durante a Operação Lava-Jato “a prisão de empresários foi usada como instrumento de delação”. “Se não houver um limite, daqui a pouco qualquer pessoa poderá ser presa para delatar. Não acho ruim debater isso. O ministro deve ter seus motivos”, disse. “Não sei o motivo de o ministro colocar na pauta agora. Mas debater não é ruim.”
Com as investigações relacionadas ao Master, Moraes liberou para julgamento no plenário do STF uma ação apresentada pelo PT em 2021 que questiona os limites na formulação de acordos de delação premiada.
Ao falar com a imprensa depois do jantar, Edinho também evitou falar sobre definições na chapa ao governo de São Paulo do pré-candidato Fernando Haddad. Os ex-ministros Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) tentam garantir uma vaga para concorrer ao Senado. A outra vaga deve ficar com a ex-ministra Simone Tebet (PSB). A vice de Haddad também não foi definida.
“Eu tenho certeza que o Haddad vai conduzir esse diálogo da melhor forma possível. Nós teremos tanto o Márcio como a Marina fortalecendo o nosso projeto aqui em São Paulo, fortalecendo o nosso projeto não só para o Estado, mas também construindo a base política para a reeleição do presidente Lula aqui no Estado de São Paulo”, disse.
Questionado se Marina e França estarão na chapa de Haddad – como vice ou na disputa ao Senado –, Edinho disse que eles poderão participar da eleição, apoiando o petista, mesmo sem um lugar na chapa.
“Quem não ocupar a vaga ao Senado certamente terá outro papel no processo eleitoral.
Eu penso que o Haddad vai conduzir esse processo. Acho que é um processo que tem que ser conduzido por ele. E ele, habilidoso como é, preparado como é, eu tenho certeza que vai equacionar para que a gente tenha uma chapa muito forte aqui em São Paulo.”
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