
Motoristas do estado do Rio de Janeiro começaram a semana com um alerta preocupante: postos de combustíveis já registram falta de gasolina, etanol e diesel em alguns pontos, além de aumento nos preços nas bombas.
Os primeiros relatos surgiram nesta segunda-feira (16), quando consumidores começaram a perceber dificuldade para abastecer em alguns estabelecimentos e valores mais altos em determinados postos. Segundo o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb), diversos revendedores informaram redução no volume de combustível entregue pelas distribuidoras.
De acordo com o presidente do sindicato, Manuel Fonseca, o abastecimento passou a apresentar instabilidade nos últimos dias, fazendo alguns postos operarem com estoque reduzido.
Falta de combustível já foi percebida em diferentes pontos
Motoristas relataram falta temporária de combustíveis em postos da capital e em trechos próximos à Rodovia Presidente Dutra, uma das principais vias de circulação do estado.
Quando a distribuidora reduz a entrega, os postos passam a trabalhar com menos margem de estoque, o que provoca:
- falta momentânea de gasolina ou etanol
- aumento de preços nas bombas
- filas em horários de maior movimento.
Linha do tempo do problema
A sequência do cenário começou assim:
- postos passaram a relatar dificuldade de reposição no início da semana
- motoristas perceberam aumento de preços em diferentes regiões
- o sindicato confirmou redução nas entregas
- o setor de transporte público entrou em alerta.
Essa cadeia mostra que o problema ainda está em fase de monitoramento, mas já produz reflexos reais no mercado.
Diesel pressiona toda a cadeia de abastecimento
Outro fator que pesa diretamente no cenário é o reajuste recente do diesel.
Como o combustível é usado pelos caminhões-tanque que abastecem os postos, qualquer alta afeta toda a logística.
Segundo o setor, houve aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A.
Na prática, isso significa: um motorista que abastece 50 litros pode pagar cerca de R$ 19 a mais em um único abastecimento, dependendo do repasse final.
Esse impacto é sentido rapidamente no bolso de quem depende do carro, da moto ou do transporte diário para trabalhar.
Transporte público acompanha situação com atenção
A Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove) também manifestou preocupação.
A entidade informou que qualquer oscilação no diesel pode afetar diretamente o transporte coletivo, já que ônibus dependem integralmente desse combustível para operação diária.
Segundo estimativas do setor, o impacto acumulado pode chegar a 14,22% nos custos operacionais, caso o cenário se prolongue.
Impacto pode atingir todo o estado do Rio de Janeiro
Embora os primeiros relatos tenham surgido na capital, o abastecimento de combustíveis depende de uma cadeia integrada que alcança todo o território fluminense.
Por isso, reflexos podem ser sentidos em regiões como:
- Baixada Fluminense
- Região dos Lagos
- Região Serrana
- Norte Fluminense
- Sul Fluminense
- Costa Verde
Em um estado com grande circulação rodoviária, qualquer atraso logístico aparece rápido.
Existe risco de desabastecimento geral?
Até o momento, não existe confirmação oficial de desabastecimento generalizado no estado.
O cenário atual indica problemas pontuais de distribuição, mas ainda sem configuração de crise ampla.
Mesmo assim, o setor trata os próximos dias como decisivos para evitar que a redução nas entregas provoque reflexos maiores em diferentes regiões do Rio de Janeiro.
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