
A Petrobras pediu ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) permissão para perfurar três poços contingentes ao poço principal, Morpho, autorizado anteriormente pelo órgão, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. Segundo o processo, ao qual o Valor teve acesso, os poços já estavam previstos no licenciamento ambiental da perfuração em andamento.
O pedido foi feito pela estatal na semana passada. Os três poços contingentes foram denominados como Manga, Crotalus e Extensão (PAD) de Morpho – eles seriam nomeados como inicialmente como Manga, Maracujá e Marolo.
O poço Manga está localizado a 173 quilômetros da costa, com perfuração estimada em 160 dias, a uma profundidade de 2.811 metros. O poço Extensão (PAD) de Morpho será perfurado a 181 quilômetros da costa, também com duração de 160 dias. A profundidade prevista é de 2.991 metros. Crotalus estará a 174 quilômetros da costa, com perfuração por 150 dias estimados e a uma profundidade de 2.914 metros.
“Com a perspectiva de continuidade das operações no bloco após a perfuração do poço Morpho e com o aprofundamento do conhecimento dos prospectos, foi possível identificar melhores oportunidades, com maior chance de sucesso, de modo que os dados dos poços foram complementados e atualizados”, disse a estatal em um dos documentos do processo.
O poço Morpho é classificado como “firme” ou principal. Também é chamado de “pioneiro”, por ser o primeiro a ser perfurado na região, para apurar a existência de petróleo ou gás natural. O poço contingente é aberto a depender dos resultados apurados no poço principal.
“A perfuração dos poços contingentes seguirá os mesmos requisitos e critérios adotados para o poço Morpho, contemplado pela [licença] LO nº 1684/2025 [do Ibama].”
A estatal pediu ainda a permissão para realizar testes de formação, para avaliar a profundidade dos reservatórios eventualmente descobertos. Além da perfuração dos três poços contingentes, a Petrobras solicitou também a execução das operações de abandono dos quatro poços previstos, o Morpho e os três contingentes.
O abandono é a operação de fechamento definitivo dos poços após a perfuração. “Após a perfuração será realizado o abandono dos poços, quando são instalados e testados tampões mecânicos e/ou de cimento, a fim de garantir a efetividade da vedação dos poços.”
A Petrobras recalculou ainda os custos totais de perfuração, considerando dados mais recentes de mercado e ajustes nas estratégias operacionais, “o que resultou em maior previsibilidade e racionalização dos dispêndios originalmente estimados”.
Segundo a companhia, o custo total de perfuração caiu 2,25%, de R$ 861,77 milhões (estimativas de 2022) para R$ 842,40 milhões – valor atualizado em 2025.
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