
O presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, disse, nesta segunda-feira (16), que a oportunidade de receita para os chips de inteligência artificial da companhia totaliza pelo menos US$ 1 trilhão até 2027.
O número, divulgado durante a conferência anual de desenvolvedores da Nvidia, sinaliza a confiança de Huang de que a companhia poderá continuar sendo a maior participante do mercado de microprocessadores de IA, em meio à crescente concorrência e às dúvidas dos investidores sobre se sua estratégia de investir no ecossistema de IA está valendo a pena.
Huang não forneceu mais detalhes sobre a previsão. Mas isso representa um grande avanço em relação à oportunidade de receita de cerca de US$ 500 bilhões para 2026 que a Nvidia reiterou em sua divulgação de resultados trimestrais.
As ações da Nvidia — a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de mais de US$ 4,3 trilhões — saltaram brevemente com a notícia, mas reduziram esses ganhos no final do pregão.
O evento de quatro dias da Nvidia é realizado em uma arena de hóquei com capacidade para mais de 18 mil pessoas. O executivo começou a palestra argumentando que parte da vantagem competitiva da Nvidia é seu software de programação de chips Cuda, que alguns analistas consideram o ponto mais forte da companhia.
“A base instalada é o que atrai os desenvolvedores que então criam [os] novos algoritmos que alcançam as tecnologias revolucionárias”, disse Huang. “Estamos em todas as nuvens. Estamos em todas as empresas de computadores. Atendemos a praticamente todos os setores.”
Na pauta da Nvidia, estão detalhes de chips de próxima geração, data centers, assistentes digitais e robôs. Outro foco dos investidores é a Groq, uma startup de chips da qual a Nvidia licenciou tecnologia por US$ 17 bilhões em dezembro. A Groq é especializada em trabalho de computação de “inferência” rápido e barato, no qual um modelo de IA pega o que já aprendeu e o utiliza para responder a uma pergunta ou fazer uma previsão em tempo real.
Analistas também esperam que a Nvidia explique por que investiu US$ 2 bilhões na Lumentum e na Coherent, ambas fabricantes de dispositivos lasers que permitem a comunicação na forma de feixes de luz.
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