
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general da reserva Mario Fernandes a trabalhar para o Exército. Fernandes está preso preventivamente e foi condenado a 26 anos e seis meses. Ele integra o chamado “núcleo dois” da trama golpista.
Com a decisão de Moraes, o militar irá trabalhar para a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército e para o Centro de Doutrina do Exército. As funções incluem a produção de textos técnicos sobre a história militar, a estrutura da Força e a “doutrina militar terrestre”.
“O trabalho do preso constitui direito-dever, expressamente assegurado pelo ordenamento jurídico, devendo ser estimulado como instrumento de ressocialização, disciplina e preparação para o retorno ao convívio social”, diz Moraes em trecho da decisão.
Fernandes é acusado de elaborar o “Plano Punhal Verde e Amarelo”, documento que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Moraes.
Em julho do ano passado, durante interrogatório no STF, ele chegou a admitir a autoria do plano. Disse, no entanto, que o Punhal Verde e Amarelo não passava de um “pensamento digitalizado” que não foi compartilhado com outras pessoas.
Fernandes também confirmou que imprimiu o documento, mas disse que o fez só para a sua própria leitura. Segundo as investigações, o documento foi impresso no Palácio do Planalto.
O general da reserva está preso em uma unidade militar de Brasília. De acordo com o plano de trabalho enviado a Moraes pelo Comando Militar do Planalto, Fernandes receberá um computador sem acesso à internet para exercer suas funções. Ele deverá trabalhar no mesmo lugar em que está preso.
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