
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, substituirá Fernando Haddad (PT) no comando da Pasta. Lula participou da 17ª caravana federativa em São Paulo.
A confirmação ocorreu no momento em que o presidente cumprimentava ministros e políticos presentes na cerimônia. Ao mencionar Durigan, pediu para que o auxiliar se levantasse e, para uma plateia de prefeitos, brincou que pedidos deveriam ser dirigidos a ele.
“O Dario será o substituto do Haddad no ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olhe bem para a cara dele que é dele que vocês irão cobrar muitas coisas”, disse o presidente.
O nome de Durigan já havia sido indicado por Haddad, mas essa foi a primeira vez que Lula, responsável pela nomeação, confirmou que o auxiliar seria o escolhido.
No evento, Haddad afirmou que esta quinta-feira será seu último dia como ministro da Fazenda. O petista disputará o governo de São Paulo, a pedido do presidente. Em sua fala na cerimônia, ele fez um balanço de sua gestão e ressaltou as medidas voltadas para o Estado, sobretudo as parcerias com os municípios.
“Hoje é um dia especial, muito especial para mim, é o dia que estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse Haddad, no evento que contou com a participação de outros 15 ministros.
Haddad destacou medidas de sua gestão no ministério e disse que o país cresceu e o desemprego reduziu durante o governo do presidente Lula. “Era muito difícil, com as condições econômicas herdadas, conseguir crescer o dobro da média dos dez anos anteriores a 2023 como conseguimos. Era muito difícil reduzir o desemprego ao mais baixo índice da série histórica do IBGE. Era muito difícil conseguir a menor taxa de inflação acumulada”, afirmou, comparando com o governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro agradeceu aos prefeitos de São Paulo, além dos governadores do país, e disse que se o pacto federativo não tivesse sido recuperado, “não teríamos chegado até aqui”.
Haddad citou ainda como feitos de sua gestão a aprovação da reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. “A reforma tributária impediu enormes injustiças contra trabalhadores”, disse. “Câmara e Senado isentaram trabalhadores que ganham até R$ 5 mil do Imposto de Renda”, afirmou, ressaltando o papel do Congresso na aprovação unânime da isenção do IR.
O ministro citou ainda o Propag, com a renegociação da dívida de Estados, e destacou que São Paulo se beneficiou da medida. “Mesmo um Estado rico como São Paulo não estava com condição de pagar dívida perante União”, disse. “Lula nunca olha partido político do governador”, afirmou.
No balanço de sua gestão, Haddad mencionou também que o BNDES, por incentivo da Fazenda, “mais do que dobrou o aporte de recursos para Estados e municípios”.
Por fim, o ministro voltou a ressaltar o pacto federativo.
Também presente, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, destacou a atuação de Haddad no governo federal e o elogiou. Citou a conduta do ministro na aprovação da reforma tributária e da isenção do IR. “A reforma tributária traz eficiência econômica e aumenta exportação”, disse.
No evento, Alckmin anunciou a redução dos insumos para a indústria petroquímica.
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