
O ainda alto patamar da taxa básica de juros no país contribui para que os aluguéis sigam com tendência de alta. Em março, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), subiu 0,40%. Com o resultado, o acumulado em 12 meses saltou de 4,05% em fevereiro para 4,78% no mês passado.
Matheus Dias, economista do FGV Ibre, destaca que os juros elevados — em março, o Banco Central reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, mas o patamar segue alto, em 14,75% ao ano — tornam mais caro o financiamento para aquisição da casa própria. Com isso, cai a demanda por compra de imóveis e cresce a procura por imóveis alugados.
Além disso, diz que, apesar de as altas do Ivar estarem mais moderadas, a tendência continua sendo de leves avanços, devido à inércia inflacionária sobre os contratos. “E a dinâmica do mercado segue aquecida, o que não favorece redução de preços por negociação”, diz Dias. “Temos uma demanda que existe, não é pequena e isso faz com que os aluguéis sejam pressionados para cima”, acrescenta.
Duas das quatro capitais pesquisadas pelo FGV Ibre apresentaram alta mensal dos aluguéis em março. São Paulo teve o maior crescimento, com avanço de 1,06% no mês passado, enquanto no Rio de Janeiro o crescimento foi de 0,06%. Em Porto Alegre houve queda de 0,06%, enquanto em Belo Horizonte o recuo foi maior, de 0,50%.
As quatro cidades que compõem o Ivar continuam com alta acumulada em 12 meses, o que reforça a leitura de demanda em alta. Mas apenas São Paulo e Porto Alegre tiveram aceleração no índice acumulado em 12 meses depois do resultado de março.
Na capital paulista, o Ivar acumulado em 12 meses acelerou 1,40 ponto entre fevereiro e março, passando de 2,76% para 4,16%. Pressão maior veio de Porto Alegre, onde o Ivar acumulado em 12 meses saltou 5,58 pontos percentuais, crescendo de 0,82% em fevereiro para 6,40% no mês passado, apesar da queda registrada em março, uma vez que em março do ano passado o recuo o Ivar na capital gaúcha havia ficado acima dos 5%.
Houve desaceleração em 12 meses no Rio de Janeiro, que passou de um acumulado de 7,85% em fevereiro para 2,60% no mês passado. Em Belo Horizonte, o acumulado passou de 8,15% em fevereiro para 4,78% em março.
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