
O cessar-fogo de duas semanas que entrou em vigor entre EUA e Irã não chegou a completar as primeiras 24 horas e já está recheado de incertezas sobre sua aplicabilidade.
Agências iranianas associadas ao regime denunciaram durante o dia que houve violações do acordo e apresentaram diferentes interpretações sobre a inclusão do Líbano, que sofreu o maior ataque de Israel desde 2024 nas últimas horas, na trégua. Alguns veículos chegam a especular o rompimento total do pacto.
Os ataques israelenses levaram Teerã a anunciar novamente o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica de petróleo que está no centro das negociações com os americanos.
Antes disso, o país já havia comunicado diferentes ataques a alvos estratégicos em seu território. A Companhia Nacional de Petróleo Iraniana relatou um bombardeio à refinaria da Ilha de Lavan que provocou um incêndio pontual, sem afetar o fornecimento de combustível.
A Guarda Revolucionária também informou ter abatido um drone Hermes 900 na cidade de Lar, classificando o incidente como uma “incursão inimiga intolerável”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta quarta-feira que Washington deve escolher entre cessar-fogo ou continuar a guerra por meio de Israel. “Não podem ter ambos”.
Por sua vez, diversos países da região disseram ter sido alvos de novos ataques iranianos com mísseis e drones, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Kuwait. As ações visaram infraestruturas críticas, incluindo usinas de energia e instalações de dessalinização, segundo relatos desses países. O Kuwait relatou especificamente um ataque à sua empresa petrolífera.
EUA respondem com pressão máxima
Os EUA também se manifestaram nas primeiras horas desde que o cessar-fogo entrou em vigor. Logo cedo, o presidente Donald Trump ameaçou impor uma tarifa de 50% a qualquer país que forneça armas ao Irã.
Mais tarde, o secretário de Guerra Pete Hegseth defendeu que o país deveria entregar “voluntariamente” todo o material nuclear estocado para que as negociações fluíssem, sob ameaças de autorizar as tropas a retomem as operações.
Embora o Pentágono afirme que o Estreito de Ormuz está “aberto”, conforme acordado no pacto, o Irã anunciou esta tarde a interrupção do tráfego de petroleiros em protesto à continuidade dos ataques de Israel no Líbano. Em contrapartida, Trump disse em entrevista à emissora pública americana PBS que o Líbano não foi incluído no cessar-fogo devido às ações do Hezbollah.
O Paquistão, país que media as negociações entre os países, confirmou nesta quarta-feira as primeiras violações do cessar-fogo em vários pontos da “zona de conflito.
“Peço, de maneira firme e sincera, todas as partes a exercerem moderação e a respeitarem o cessar-fogo durante duas semanas — tal como foi acordado —, a fim de que a diplomacia possa assumir um papel de protagonista na busca por uma solução pacífica para o conflito”, disse o primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, em uma mensagem na rede social X.
De acordo com o líder paquistanês, a China está exercendo uma força fundamental para a aplicação do cessar-fogo.
Diplomatas dos países envolvidos no conflito devem se reunir nos próximos dias em Islamabad para apresentar suas condições visando um acordo mais amplo para o fim da guerra.
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