
O ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro (PL) Gilson Machado (Podemos) postou vídeo nas redes sociais no domingo (15) em que aparece distribuindo adesivos com o nome do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Onde ando sempre me pedem adesivos de @flaviobolsonaro. Sábado de Carnaval, meia-noite, antes do trabalho na @brucelose. Fizeram fila para adesivar. Enquanto Lula pula nos blocos, eu faço o meu trabalho de formiguinha”, escreveu na legenda da gravação publicada nas redes sociais.
Nos adesivos distribuídos, há a frase “O Brasil está com Flávio Bolsonaro 2026” ao lado de uma imagem do senador beijando a cabeça do pai, Jair Bolsonaro. Internautas chegaram a criticar a ação como campanha eleitoral antecipada.
A postagem ocorre enquanto políticos da oposição criticam o desfile da Acadêmicos do Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposta campanha eleitoral antecipada, além de abuso de poder político e econômico.
A escola de samba, que desfilou no domingo na Sapucaí, trouxe como samba-enredo o tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Na abertura do desfile, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado por um palhaço de terno azul e peruca vermelha, como o Bozo.
O palhaço também aparece em um carro alegórico mais ao fim do desfile. Usa roupa de presidiário e tornozeleira eletrônica.
Já na ala 22, a escola trouxe os “neoconservadores em conserva”. Latas de conserva com a embalagem da “família tradicional” – pai, mãe e dois filhos – e elementos no topo que representavam defensores da ditadura, pessoas de classe alta, do agronegócio e com uma Bíblia na mão.
Após o desfile, Flávio Bolsonaro afirmou que acionará a justiça contra os ataques promovidos pela escola contra seu pai. O Novo disse que pedirá a inelegibilidade de Lula. O PL disse que o desfile interfere nas eleições por usar dinheiro público para promover a imagem de Lula, pré-candidato à reeleição.
A Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 1 milhão da Embratur e do Ministério da Cultura; R$ 4 milhões da prefeitura de Niterói; e R$ 2,15 milhões da prefeitura do Rio. Os repasses institucionais foram feitos no mesmo valor para outras agremiações do Grupo Especial.
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