
Em entrevista ao jornal New York Post, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que Washington está pronta para lançar uma ofensiva “muito maior” na Venezuela caso a vice-presidente Delcy Rodríguez não coopere com o governo americano. Segundo Trump, os EUA não enviarão tropas nem realizarão novos ataques se houver colaboração por parte da dirigente chavista, que atualmente exerce o comando do governo venezuelano após a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas.
De acordo com o presidente americano, a alternativa militar permanece sobre a mesa. Trump disse ao jornal que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão preparadas para uma segunda onda de ataques “muito maior do que a primeira”, operação durante a qual Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados. Conforme o relato, a decisão de avançar dependerá da postura adotada por Delcy Rodríguez diante das exigências de Washington.
Na mesma entrevista, Trump afirmou que não pretende intervir militarmente em Cuba. Segundo ele, o regime cubano “vai cair por si só”, em razão da crise econômica e da perda do apoio financeiro da Venezuela.
“Cuba está em uma situação muito ruim. Sempre dependeu muito da Venezuela”, disse o presidente, conforme a publicação.
Enquanto isso, em Caracas, a vice-presidente venezuelana declarou, em pronunciamento transmitido em cadeia nacional nesta tarde, que o ditador Maduro segue sendo “o único presidente da Venezuela” e exigiu a libertação imediata dele e de Cilia Flores.
Segundo informações divulgadas pela emissora TeleSUR, Rodríguez permanece na Venezuela, contrariando versões que indicavam sua presença no exterior. No mesmo pronunciamento, ela anunciou o envio ao Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela de um decreto de estado de comoção externa, com pedido para que o tribunal declare sua constitucionalidade e autorize sua execução. De acordo com Delcy Rodríguez, o decreto – que, segundo ela, foi assinado previamente por Maduro – confere poderes extraordinários ao Executivo para mobilizar a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), assumir o controle imediato de serviços públicos e da indústria de hidrocarbonetos, além de ativar planos de segurança interna. O texto integral do documento, no entanto, não foi divulgado.
Ainda segundo declarações oficiais, o Conselho de Defesa da Nação já foi ativado e aguarda a decisão da Câmara Constitucional do tribunal para que as medidas previstas entrem em vigor. As autoridades venezuelanas não esclareceram quem executará formalmente o decreto na ausência de Maduro.
Maduro e Cilia Flores já estão em Nova York, onde deverão ser formalmente processados pela Justiça dos EUA.
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