
Buenos Aires vive uma tarde de tensão nesta quarta-feira (11), devido a um protesto violento contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente argentino, Javier Milei, o que gerou reação das forças de segurança.
Segundo informações da agência EFE e do jornal Clarín, manifestantes de esquerda atiraram pedras, garrafas, coquetéis Molotov e outros objetos na direção dos policiais na região do Congresso, onde a proposta está sendo debatida no Senado.
As primeiras informações apontam que três agentes da Polícia Federal Argentina (PFA) ficaram feridos e duas pessoas foram presas.
As forças de segurança responderam com spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha e direcionaram um canhão de água contra os manifestantes.
Os protestos, que também estão sendo realizados em outras cidades, como Córdoba, foram convocados por organizações sociais, grupos políticos e sindicatos, incluindo a Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país.
Entre os pontos centrais do projeto de lei, estão a criação de um Fundo de Assistência ao Trabalho (FAL, na sigla em espanhol) para custear indenizações por demissão, a redução da base de cálculo dessas indenizações, mudanças no pagamento de horas extras e a limitação do direito à greve.
Conforme acordado na sessão parlamentar anterior, a iniciativa será votada primeiro em termos gerais e depois submetida a 26 votações separadas, uma para cada artigo do projeto, o que deve fazer a sessão avançar até a madrugada.
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