
O presidente Luiz Inácio da Silva adotou tom eleitoral ao defender conscientização política e alertar sobre os riscos da inteligência artificial nas eleições deste ano. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (16) em evento de comemoração dos 90 anos do salário mínimo. O presidente aproveitou a ocasião para criticar o antecessor, Jair Bolsonaro, e pregar contra privatização de empresas públicas.
A cerimônia ocorreu na Casa da Moeda, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. A empresa estatal responsável pela impressão do dinheiro brasileiro já esteve no rol do governo Bolsonaro de bens públicos a serem privatizados.
“Muitas pessoas que disputaram a eleição neste país e ganharam, acham que empresa pública é um desastre, que todos vocês não trabalham, que todos vocês custam muito caro, que é melhor privatizar”, disse Lula, se direcionando à plateia composta por servidores da Casa da Moeda.
“A moeda é um símbolo de um país. O dinheiro de um país não pode ser feito em outro país”, completou.
A defesa de Lula se estendeu para outras companhias públicas. “Vira e mexe, as pessoas dizem ‘não, porque tem que fechar as empresas estatais’. ‘Custa muito os Correios, custa muito o Banco Central. Caixa Econômica custa muito, Petrobras custa muito’. Agora imagina se não fossem essas empresas, como seria o Brasil?”
Ao falar sobre o ex-presidente, Lula mencionou Bolsonaro nominalmente apenas uma vez, ao falar sobre influenciadores. O presidente citou o adversário ao criticar o uso das redes e da inteligência artificial para disseminar desinformação.
“Agora tem uma profissão chamada influencer. Os caras que trabalham na internet e tem 3 milhões de seguidores. Não conheço nenhum professor, nem ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões. Mas se o cara fala bobagem pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões”, disse Lula.
“A gente não pode se acovardar diante das mentiras e fake news que essa gente faz todo santo dia. (…) Então, se preparem, porque a podridão não está nem começando na inteligência artificial”, afirmou o presidente, em outro momento do discurso.
Sobre o pleito de outubro, Lula voltou a dizer que o eleitor é responsável em escolher seus representantes e, numa analogia, pediu para que fossem “espertos” para que não “colocarem uma raposa no galinheiro”.
“É preciso que a gente não se permita virar algoritmo. Nós somos seres humanos, nós temos sentimento, nós temos coração. A gente não pode ficar sendo um algoritmo robotizado pelo que eles querem que a gente veja e que a gente acredite todo dia. É preciso que a gente se lembre que vai ter uma eleição. Fiquem espertos”, disse Lula.
“Nunca coloquem uma raposa no galinheiro de vocês. Quando a gente for votar, é preciso a gente saber. Tem que ter um propósito. Não é só digitar o número e depois esquecer, porque quem perde é você”, completou.
Por fim, Lula também criticou os políticos que buscam votos entre pessoas de menor renda, mas que, quando eleitos, esquecem delas ao governar.
“Na hora do voto, os políticos não vão na Faria Lima, em São Paulo, pedir voto. Não fazem uma assembleia na porta dos banqueiros. Também não vão na porta da Fiesp ou da Firjan. Eles vão aonde? No lugar onde moram os povos. E aí fazem discurso, prometem. Termina a eleição e vocês nunca mais ouvem falar desses políticos. Mas se preparem, porque quatro anos depois eles voltarão.”
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