
A economia do México cresceu apenas 0,6% em 2025 em relação ao ano anterior, marcando o quarto ano consecutivo de desaceleração, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Instituto Nacional de Estatística e Geográfica (INEGI).
No quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9% em comparação com os três meses anteriores, ficando ligeiramente acima da estimativa preliminar de 0,8% divulgada no fim de janeiro. Já em relação ao mesmo período do ano anterior, o PIB do México cresceu 1,8%, ligeiramente acima da expansão de 1,6% registrada na leitura inicial.
Apesar da melhora pontual no fim de 2025, o desempenho anual representa o período mais prolongado de baixo dinamismo desde, pelo menos, a década de 1980, enquanto o país enfrenta dificuldades para atrair mais investimentos e lida tanto com um grande déficit orçamentário quanto com incertezas comerciais persistentes.
A escassez de novos investimentos — tanto públicos quanto privados — é apontada como um dos principais entraves ao crescimento. Desde o fim de 2024, os indicadores de formação de capital vêm mostrando resultados majoritariamente negativos.
O desempenho anual reforça os desafios enfrentados pelo governo da presidente Claudia Sheinbaum, que tenta impulsionar investimentos por meio do chamado Plano México. Até agora, porém, a estratégia não conseguiu atrair aportes significativos capazes de reverter o quadro de fraqueza.
No campo fiscal, o governo também enfrenta o desafio de reduzir o déficit público, que atingiu quase 5% do PIB em 2024 — o maior patamar em décadas — e recuou apenas para 4,3% em 2025. Agências de classificação de risco vêm sinalizando que um ajuste mais consistente será necessário para evitar possível rebaixamento da nota de crédito do país.
O México também aguarda a revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), prevista para julho. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já manifestou dúvidas sobre a continuidade do tratado e, segundo relatos, considera a saída do acordo.
Com questões fiscais e comerciais continuando a obscurecer as perspectivas, o assassinato, no domingo (22), do traficante de drogas Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho” — chefe do Cártel Jalisco Nueva Generación, considerado o mais perigoso do México — também deve acrescentar novas e mais imediatas camadas de risco à economia.
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