
Com passagens por Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, o psicólogo Weverson Pinheiro, natural de Belford Roxo, vem chamando atenção ao propor um olhar clínico especializado voltado para artistas, produtores e agentes da cultura Hip-Hop.
O Hip-Hop brasileiro sempre foi um território de resistência, denúncia social e superação. Entre rimas afiadas e beats marcantes, o movimento construiu narrativas que traduzem a realidade das periferias. Mas, por trás da potência artística, existe uma camada ainda pouco debatida: a saúde mental de quem sustenta essa engrenagem cultural.
É nesse espaço invisibilizado que surge a atuação de Weverson Pinheiro. Psicólogo clínico e social, ele rompe com o modelo tradicional restrito ao consultório e leva a psicologia diretamente para onde o movimento acontece: as rodas de rima, batalhas de MCs e eventos culturais.
Entre rimas e reflexões: o estudo de campo
A pesquisa desenvolvida por Weverson vai além da teoria. O trabalho é fundamentado na vivência direta com o Hip-Hop. Ao circular por rodas culturais no RJ, SP e MG, o psicólogo observou de perto a rotina intensa dos artistas e produtores, marcada por pressão constante, insegurança financeira e ausência de suporte institucional.
Segundo ele, o “corre” diário, somado às exigências do mercado cultural, frequentemente atropela o bem-estar psicológico.
“O Hip-Hop é, por si só, uma ferramenta de cura. Mas o artista também precisa de um suporte que compreenda sua realidade, sem estigmas. Não dá para falar de saúde mental na periferia sem considerar o racismo estrutural, a falta de oportunidades e a pressão por sucesso imediato”, afirma.
O estudo aponta uma lacuna clara: enquanto o sistema público de saúde muitas vezes não dialoga com a linguagem da cultura urbana, o mercado da música cobra produtividade constante, criando um ambiente propício ao esgotamento emocional.
Críticas ao sistema e defesa de políticas públicas
Uma das principais bandeiras levantadas por Weverson Pinheiro é a crítica à ausência de políticas públicas e de apoio privado voltados à saúde mental dentro dos projetos culturais. Para ele, investir em cultura precisa ir além de estrutura técnica, como som e iluminação. É necessário cuidar do capital humano que sustenta o movimento.
O psicólogo defende que a psicologia deve se aproximar do Hip-Hop de forma legítima, respeitando seus códigos, sua linguagem e sua história, para que o cuidado em saúde mental seja realmente acessível à juventude periférica.
Hip-Hop como espaço de cuidado
A atuação de Weverson reforça uma mudança de paradigma: enxergar o Hip-Hop também como um espaço de cuidado, escuta e fortalecimento comunitário. Sua proposta é transformar as rodas de rima não apenas em arenas de disputa lírica, mas em redes de apoio emocional, onde o diálogo sobre saúde mental seja natural e sem preconceitos.
O destaque que o psicólogo vem conquistando no cenário nacional reflete essa nova compreensão: para que a rima seja forte, a mente precisa estar em equilíbrio.
SERVIÇO
Weverson Pinheiro
Psicólogo Clínico e Social
Registro Profissional: CRP 05/75340
Atuação focada na integração entre Cultura, Hip-Hop e Saúde Mental






