
A Neogrid informou, nesta terça-feira (13), que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu o processo de registro da oferta pública de aquisição (OPA) que havia sido proposto pela Dalpe Gestão e Participações, destinada à compra de controle e ao fechamento de capital da companhia. A interrupção está em vigor desde o último dia 6.
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A medida da autarquia ocorre em razão do pedido do Fundo L4, acionista detentor de 18,4% das ações da Neogrid em circulação, para a convocação de uma assembleia especial a fim de discutir a avaliação do valor das ações ordinárias da companhia.
Em 22 de dezembro de 2025, a Neogrid divulgou fato relevante com pedido da Dalpe de registro de oferta pública unificada de aquisição de ações visando à compra de controle e o consequente cancelamento de registro de emissora de valores mobiliários categoria “A” da companhia, com sua saída do segmento especial de listagem Novo Mercado da B3. O preço atribuído pela Dalpe às ações foi de R$ 29 cada.
A operação teve apoio dos fundos de investimento Yafo e Izmir e dos acionistas David Abuhab e Isaac Abuhab, que juntos detêm 55,38% do capital. A Dalpe não aparece como acionista relevante nos dados públicos mais recentes, de 22 de julho – com sede em São Paulo, é uma sociedade limitada registrada na Receita Federal como holding de instituições não financeiras. O cadastro é de julho de 2019.
Os acionistas controladores firmaram compromisso com a Dalpe no qual se comprometem a participar do leilão da OPA e vender ações suficientes para garantir que a Dalpe atinja, pelo menos, a quantidade mínima de ações exigida na operação.
O grupo também assumiu a obrigação de não alienar, transferir, gravar ou onerar as ações da Neogrid até a data do leilão. Além disso, os controladores não poderão, dentro de 180 dias a partir da celebração do compromisso, negociar, contratar ou prospectar, e a encerrar quaisquer tratativas eventualmente em curso, em relação a qualquer operação concorrente à OPA.
No entanto, o fundo L4 pede uma avaliação independente do valor da companhia, com o objetivo de revisar o preço proposto na OPA, uma vez que, no seu entendimento, o valor de R$ 29 não reflete o potencial da companhia. A avaliação se baseia em três motivos: baixa liquidez das ações; momento desfavorável para a transação, com juros em níveis historicamente altos; e cenário político incerto (eleições próximas), aumentando o risco e pressionando preços; e múltiplos inferiores aos praticados no setor.
O fundo destaca que a Neogrid vive uma fase de recuperação, com Ebitda positivo em 2025, após mudanças estratégicas, e que o prêmio oferecido na OPA é um dos menores entre operações recentes na B3. O pedido será analisado pelo conselho de administração da Neogrid.
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