
A criação da Bradsaúde, com a Odontoprev incorporando todos os negócios de saúde do banco Bradesco, é o maior “IPO (sigla para oferta pública inicial de ações) reverso” da história da bolsa brasileira, com um negócio de R$ 7 bilhões incorporando um de R$ 30 bilhões. Segundo apurou o Valor, a intenção do Bradesco será, ainda, de recompor a liquidez da ação em até dois anos, processo que deve ser feito por meio de uma oferta subsequente de ações (“follow-on”).
As ações em circulação ao mercado, o chamado “free float”, após a conclusão da transação, será de 8,65%, conforme comunicado pela empresa na manhã de hoje. Esse porcentual, segundo fontes próximas ao negócio, foi um dos principais pontos da negociação para um acordo, para manter uma quantidade de ações suficiente para que o papel pudesse ser bem negociado e não prejudicar os acionistas minoritários da Odontoprev.
Foi previsto ainda um desconto do valor da ação em relação ao seu principal comparável listado, a Rede D’ Or.
O banco de investimento do Bradesco trabalhou na operação e o Citi atuou do lado do Comitê Independente da Odontoprev.
Teria sido exatamente a fusão entre Rede D’Or e Sulamérica, com a união de uma dona de hospitais com uma operadora de seguro, em 2022, que fez o Bradesco voltar o olhar para seu negócio de saúde, ampliando os investimentos em hospitais, ao identificar uma mudança estrutural no setor, explicou uma fonte. A intenção do Bradesco foi ainda destravar valor e dar visibilidade ao negócio de saúde aos investidores.
Uma fonte disse que, após concluídos todos os trâmites, algo previsto para ocorrer em junho, o a Bradsaúde vai começar a manter reuniões com investidores, como forma de aproximação, algo importante para a chegada da nova empresa na bolsa por meio de um IPO Reverso.
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