
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que não existe vitória de véspera no campo eleitoral, após ser questionado sobre quem vencerá as eleições para presidente da República e para o governo do Estado de São Paulo.
“No estágio atual da política, não tem vitória de véspera, nem no plano federal, nem no plano estadual. Todo mundo vai ter trabalho pra mostrar serviço”, afirmou o ministro em entrevista o programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, transmitido das 8h às 10h desta terça.
Ele aproveitou a fala para tecer críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Conforme mostrou o Valor, Haddad deve ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo Partido dos Trabalhadores (PT), concorrendo com Tarcísio. O governador é considerado favorito.
“Eu tenho recebido até da oposição ao Tarcísio aqui em São Paulo pequenos relatórios sobre grandes vulnerabilidades no Estado de São Paulo. Essas vulnerabilidades, independentemente de quem vai ser o candidato à oposição ao Tarcísio, elas vão ser exploradas”, disse.
Segundo o ministro, as vulnerabilidades são nas áreas da segurança pública, educação e saúde. Ele não deu mais detalhes, mas disse que “as coisas não estão bem em São Paulo”. O ministro reclamou que haveria uma “blindagem” ao governo de Freitas.
Haddad disse que, independentemente de quem seja o candidato, será a favor de uma campanha eleitoral de “alto nível”. “Aliás, eu fiz uma campanha de alto nível com o Tarcísio em 2022”, afirmou.
Ele relatou que nunca houve um governo progressista em São Paulo. “Já tivemos governos de centro-direita e, agora, temos um governo de direita, quase extrema-direita. Vamos ver como é que o eleitorado se comporta”, disse.
Ainda durante a entrevista, Haddad voltou a negar que já tenha batido o martelo se concorrerá ao cargo de governador de São Paulo. Segundo ele, uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acontecerá ainda nesta semana, no mais “tardar semana que vem”. “Eu acredito que deve acontecer esta semana, a depender da agenda do presidente”, disse. Como mostrou o Valor, um encontro estava previsto para esta terça-feira em São Paulo.
Para Haddad, ainda há tempo para definir a estratégia política do PT no Estado. “Nós temos tempo, nós temos essas duas, três semanas para discutir melhor o cenário e verificar em que posição cada um pode ajudar mais e colaborar com esse projeto de reconstrução do país”, afirmou.
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