
O BR Partners teve lucro líquido de R$ 44,5 milhões no quarto trimestre, o que representa alta de 5,5% em relação ao trimestre anterior e 5,7% na comparação com o mesmo período de 2024. A receita caiu 1,5% no trimestre e 8,7% em um ano, para R$ 131,3 milhões. A rentabilidade (ROAE) ficou em 22,4%.
Em 2025 como um todo, o banco lucrou R$ 175,1 milhões, com queda de 9,6%. A área de banco de investimento e mercado de capitais, que responde por fusões e aquisições (M&A) e emissões de dívida (DCM), gerou receitas de R$ 84,4 milhões no quarto trimestre, alta trimestral de 25,7% e estabilidade na variação anual. Em “treasury sales & structuring” (área que abarca soluções de tesouraria para clientes), a receita foi de R$ 16,8 milhões, queda trimestral de 41,4% e anual de 45,4%.
Já a gestão de patrimônio rendeu mais R$ 4,5 milhões, aumento trimestral de 11,2% e avanço anual de 32,0%. Os recursos sob assessoria atingiram R$ 5,926 bilhões, com baixa de 0,2% no trimestre e de 14,7% em um ano.
Vinícius Carmona, diretor de relações com investidores, diz que o pipeline de operações de fusões e aquisições (M&A), que já vinha se mostrando mais forte nos últimos meses, começou a se concretizar. “Ficamos quase um ano sem grandes operações, depois o pipeline melhorou, mas a conversão ainda estava ruim. Agora a conversão começou a andar e esperamos que isso continue”.
Eleições e Copa do Mundo
Danilo Catarucci, sócio responsável pela área de mercado de capitais, diz que o forte fluxo de investimento estrangeiro para o Brasil e mesmo a retomada de IPOs são sinais positivos para a renda fixa. O ano começou forte, segundo ele, mesmo com a antecipação que houve no fim de 2025 com muitas empresas tentando evitar novas tributações. “Acho que teremos um primeiro semestre bom, com muitas empresas evitando a volatilidade das eleições e da Copa do Mundo na segunda metade do ano.”
Na área de wealth, o BR Partners chegou a estimar que atingiria R$ 10 bilhões em patrimônio sob gestão no fim de 2025, mas depois reviu essa meta. Agora, quer bater esse volume ao término de 2026.
“Vamos brigar pra isso, mas é difícil prever. Depende das oportunidades geradas pela área de banco de investimento. Acho que nosso erro em wealth foi subestimar o tempo de transição de um cliente. Muitas vezes, a gente já está fazendo o advisory, mas até o dinheiro vir efetivamente para nós, demora”.
Em setembro do ano passado, o BR Partners listou recibos de ações (ADRs) na Nasdaq, com o objetivo de atrair novos investidores institucionais, como fundos internacionais, além de elevar a liquidez e reduzir o desconto no seu valuation em relação a rivais americanos. Carmona diz que a liquidez já melhorou quase 40% e que o banco tem sido procurado por novos fundos. Em março, deve fazer um roadshow pela Europa.
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