
O bitcoin (BTC) opera em queda na comparação com 24 horas atrás, mas se afasta bastante do fundo do dia anterior, quando chegou a ser negociado a US$ 60 mil. Foi a menor cotação registrada pela criptomoeda desde 11 de outubro de 2024.
Mesmo com a melhora relativa, não dá para cravar que o bitcoin engatou uma recuperação, pois a única regra da criptomoeda este ano tem sido a volatilidade. O índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) do bitcoin está hoje em 9 pontos, caindo dos 12 do dia anterior. Ou seja, o indicador mostra que os investidores estão ainda mais imersos na zona do “medo extremo”.
Às 10h25 (horário de Brasília) o bitcoin cai 3% em 24 horas, cotado a US$ 67.360, conforme dados do CoinGecko. Em reais, a moeda digital tem queda de 3,4% a R$ 352.609, segundo cotação do Cointrader Monitor.
Mesmo com a saída dos US$ 60 mil para US$ 67 mil, a criptomoeda ainda está com uma baixa acumulada de 23% no ano de 2026.
Entre as altcoins, o ether (ETH), moeda digital da rede Ethereum, cai 5,2% a US$ 1.950. Enquanto isso, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, registra ganhos de 3,6% a US$ 1,41; a solana (SOL) despenca 7,1% a US$ 82,78; e o BNB (token da Binance Smart Chain) recua 4% a US$ 644,95.
O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 2,38 trilhões.
Taiamã Demaman, analista-chefe da corretora de criptomoedas Coinext, prevê que o fundo do bitcoin no bear market atual será nos US$ 55 mil, que é o próximo nível de suporte técnico relevante depois dos US$ 61 mil.
“Apesar de tecnicamente possível, a retomada parece improvável diante da atual força vendedora e da ausência de sinais claros de reversão. O nível de US$ 73 mil, agora convertido em resistência, tornou-se o principal ponto de virada no médio prazo”, afirma Demaman.
Segundo Gustavo Cunha, planejador financeiro, estudioso do universo cripto e fundador da Fintrender.com, o movimento que leva as criptomoedas a cair é geral e mostra uma ligação entre as finanças tradicionais e cripto. “Tudo está indo para o mesmo lado, só que em magnitudes diferentes por conta das características e volatilidade dos ativos”, diz.
Gerry O’Shea, head global de insights de mercado da gestora Hashdex, afirma que a divergência de desempenho entre o bitcoin e o ouro nos últimos meses indica que a maioria dos investidores ainda vê o metal como o ativo dominante de reserva de valor. Isso é especialmente verdadeiro em períodos de desvalorização cambial, turbulência geopolítica e incerteza sobre as condições macroeconômicas.
“Acreditamos, no entanto, que apesar dessa recente correção, o bitcoin continuará a ganhar apelo como ouro digital nos portfólios, à medida que mais instituições passam a permitir acesso ao BTC e mais indivíduos compreendem sua tese como um ativo não soberano e imutável”, avalia.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 434,1 milhões. Este foi o terceiro pregão consecutivo com saída de capital deste tipo de fundo.
Os dois principais responsáveis pelo fluxo vendedor foram o IBIT, da BlackRock, com US$ 175,3 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 109,5 milhões.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi negativo em US$ 80,8 milhões. O maior alvo das vendas foi o FETH, da Fidelity, com US$ 55,8 milhões.
Por fim, nos ETFs de solana houve um saldo positivo de US$ 2,9 milhões.
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