
O bitcoin (BTC) opera em queda nesta quarta-feira (7) em meio a uma forte pressão de venda depois que a maior das criptomoedas atingiu os US$ 94.500 na terça. Ontem, o BTC teve seu primeiro desempenho negativo do ano depois de cinco dias seguidos de alta. A baixa, portanto, pode ser apenas uma realização de ganhos.
Às 10h37 (horário de Brasília) o bitcoin cai 1,8% em 24 horas, cotado a US$ 92.016, conforme dados do CoinGecko. Em reais, a moeda digital recua 1,9% a R$ 496.005, segundo cotação do Cointrader Monitor.
Entre as altcoins, o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem queda de 0,5% a US$ 3.215. Enquanto isso, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, cai 5,1% a US$ 2,25; a solana (SOL) registra leves perdas de 0,5% a US$ 138,15; e o BNB (token da Binance Smart Chain) recua 0,9% a US$ 905,07.
O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 3,24 trilhões.
Segundo Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, a realização de ganhos no mercado cripto pode ter sido amplificada pelo aumento nas liquidações em posições nos futuros e por um ambiente de maior cautela.
Dados da Coinglass apontam para cerca de US$ 447 milhões em liquidações nas últimas 24 horas, sendo aproximadamente US$ 111 milhões em posições compradas de bitcoin.
Do lado macroeconômico, Prado lembra que na sexta (9) serão divulgados os números do Relatório de Emprego dos Estados Unidos relativo a dezembro, que serão importantes para saber se o Federal Reserve (Fed) poderá reduzir mais os juros dos EUA nas próximas reuniões.
“É um indicador-chave para as expectativas de política monetária e para o apetite ao risco nos mercados globais”, diz o executivo da Bitget.
Em relatório, a consultoria Vault Capital afirma que a região de preços de US$ 91.700 é um suporte relevante no curto prazo para o bitcoin. “Caso esse nível venha a ser perdido, os próximos pontos de atenção ficam em US$ 91.400 e, mais abaixo, em US$ 90.264. Esses níveis não mudam o cenário maior, mas ajudam a entender onde o mercado pode buscar apoio caso a correção se estenda um pouco mais”, avaliam os consultores.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 243,2 milhões.
O principal responsável pelo fluxo vendedor foi o FBTC, da Fidelity, com US$ 312,2 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi positivo em US$ 114,7 milhões, no terceiro pregão consecutivo de entrada de capital. O maior alvo das compras foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 198,8 milhões.
Por fim, nos ETFs de solana foi registrado um saldo positivo de US$ 9,2 milhões.
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