
Entre as principais notícias de Belford Roxo, a cidade celebra neste 3 de abril de 2026 seus 36 anos de emancipação política. A data remete diretamente à Lei Estadual nº 1.640, de 3 de abril de 1990, que criou oficialmente o município, desmembrando-o de Nova Iguaçu. Mas a história da cidade começa muito antes desse marco legal.
As origens de Belford Roxo estão ligadas ao período colonial. O então governador do Rio de Janeiro, Cristóvão de Barros, concedeu uma sesmaria ao capitão Belchior de Azeredo, às margens do Rio Sarapuí, na antiga aldeia dos índios Jacutingas. Foi nesse território que surgiu o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga, considerado um dos marcos iniciais da formação da área que, séculos depois, daria origem ao atual município.

A memória do chamado Velho Brejo é central nessa trajetória. O município nasceu da antiga Fazenda do Brejo, onde já existia um engenho de açúcar no início do século XVII. Em 1720, o Rio Sarapuí já era utilizado como rota de transporte de mercadorias entre a Corte e as fazendas da região. As constantes cheias e alagamentos deram origem ao nome “Brejo”, que até hoje faz parte da identidade histórica local. Em 1843, o Visconde de Barbacena vendeu a fazenda ao Comendador Manoel José Coelho da Rocha, reforçando o processo de ocupação da área.

Antes de receber o nome atual, a localidade passou por denominações como Santo Antônio de Jacutinga, Ipueras e Calhamaço Brejo. O nome Belford Roxo veio posteriormente, em homenagem ao engenheiro Raimundo Teixeira Belfort Roxo, ligado a obras públicas e lembrado por sua atuação durante a grande estiagem de 1888, episódio associado ao esforço de abastecimento conhecido como “Milagre das Águas”. Um detalhe histórico curioso é que o sobrenome original era escrito com “t” — Belfort, enquanto o município ficou consagrado com “d” — Belford.

Durante boa parte do século XX, Belford Roxo permaneceu como distrito de Nova Iguaçu. Esse cenário mudou em 3 de abril de 1990, quando a Lei nº 1.640 criou oficialmente o município, já definindo sua sede na atual Vila de Belford Roxo e estabelecendo que a instalação administrativa ocorreria com a posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores eleitos. O projeto teve autoria do deputado Carlos Correia.
Naquele momento histórico, o Brasil era comandado pelo presidente Fernando Collor de Mello, que havia tomado posse em 15 de março de 1990. No Estado do Rio de Janeiro, o governador titular era Wellington Moreira Franco, que governou entre 1987 e 1991. Já a lei que criou Belford Roxo foi sancionada por Gilberto Rodriguez, como governador do Estado em exercício no dia 3 de abril de 1990, sendo também presidente da Alerj naquele período.
Em Nova Iguaçu, município ao qual Belford Roxo ainda estava ligado, o prefeito era Aluísio Gama de Souza, responsável pela administração no momento em que ocorreu o desmembramento político da cidade.
A emancipação em 1990 marcou o nascimento legal, mas a instalação oficial do município aconteceu em 1º de janeiro de 1993, quando Belford Roxo passou a ter administração própria. O primeiro prefeito foi Jorge Júlio da Costa dos Santos, o Joca, nome que marcou o início da organização política da cidade.
Homenagear Belford Roxo neste 3 de abril é mais do que lembrar uma data. É reconhecer uma trajetória que começou no Velho Brejo, passou por engenhos, trilhos, transformações sociais e chegou à construção de um município com identidade própria.
Uma cidade construída pela força do seu povo, que segue escrevendo sua história todos os dias.
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