
O Santander Brasil obteve lucro líquido recorrente de R$ 4,086 bilhões no quarto trimestre de 2025, o que representa alta de 1,9% na comparação com o terceiro trimestre e 6% ante o mesmo período de 2024. O resultado veio em linha com as projeções dos analistas consultados pelo Valor, que apontavam um ganho de R$ 4,080 bilhões.
O lucro contábil do Santander ficou em R$ 4,023 bilhões entre outubro e dezembro, com avanço de 1,9% no trimestre e alta de 7,4% em 12 meses.
O Santander teve lucro recorrente de R$ 15,615 bilhões em 2025, com crescimento de 12,1% sobre o ano anterior.
O terceiro maior banco privado do país em ativos contabilizou margem financeira bruta de R$ 15,332 bilhões no quarto trimestre, com alta de 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 4% na comparação com o mesmo período de 2024.
A margem com clientes foi de R$ 16,818 bilhões, com alta de 1,6% na comparação trimestral e de 6,6% na relação anual. Dentro dessa linha, a margem com produtos subiu 1,5% no trimestre e 5,4% em um ano, a R$ 15,995 bilhões. O volume médio ficou em R$ 617,744 milhões, com alta trimestral de 3,1% e anual de 3,6%. O spread caiu 0,17 ponto porcentual no trimestre e subiu 0,18 pp em um ano, para 10,67%.
Já a margem de operações com o mercado ficou negativa em R$ 1,486 bilhão, uma piora de 10,3% no trimestre e revertendo o saldo positivo de R$ 198 milhões registrado no quarto trimestre de 2024.
“No trimestre, a margem com clientes cresceu 1,6%, beneficiada pela margem de crédito, em que tivemos aumento de volume médio, principalmente em produtos de menor risco, impactando negativamente o spread. A margem de captação também apresentou melhora, tanto por volume quanto por mix, mais do que compensando a queda de dias úteis no trimestre”, diz o Santander.
O Santander informou ainda que suas despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) somaram R$ 6,105 bilhões no quarto trimestre de 2025, com queda de 6,4% ante o terceiro trimestre e alta de 2,9% ante mesmo período do ano anterior. Esse resultado líquido é fruto de despesas de R$ 6,768 bilhões mais um ganho de R$ 6644 milhões com recuperação de créditos que haviam sido baixados a prejuízo.
“O resultado de PDD gerencial totalizou R$ 6,105 bilhões no quarto trimestre, queda de 6,4% no trimestre, em especial como reflexo da aceleração da cobertura realizada ao longo do ano e a ausência de efeitos pontuais relevantes, como casos específicos do atacado. Na comparação anual, o aumento foi de 2,9%, impactado tanto pelo cenário macroeconômico como pela implementação da Resolução CMN nº 4.966/21”, diz o banco.
O índice de cobertura da carteira em estágio 3 subiu para 66,4% no quarto trimestre, de 66,2% no terceiro.
As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 5,754 bilhões no trimestre final de 2025, com alta de 3,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 4,3% na comparação com o mesmo período de 2024. Segundo o banco, o desempenho no trimestre foi suportado principalmente pelo crescimento das receitas de cartões (+7,2%), seguros (4,9%) e fundos e previdência (+4,5%).
No âmbito das despesas gerais, o Santander registrou R$ 6,633 bilhões, com alta de 3,3% no trimestre e queda de 2,0% em um ano. São R$ 3,589 bilhões em gastos administrativos (alta de 5,0% no trimestre e 3,6% em um ano) e R$ 3,044 bilhões em despesas com pessoal (alta de 1,3% no trimestre e queda de 7,9% em um ano).
O índice de eficiência do banco – quanto menor, melhor – ficou em 38,8% no quarto trimestre, de 37,5% no terceiro e 38,0% no quarto trimestre de 2024.
O retorno sobre o patrimônio (ROE) ajustado ficou em 17,6% no quarto trimestre, de 17,5% no terceiro e 17,6% no quarto trimestre de 2024. O índice de Basileia ficou em 15,4%, de 15,2% e 14,3%, na mesma base de comparação.
O Santander encerrou dezembro de 2025 om R$ 708,201 bilhões na carteira de crédito ampliada (que inclui títulos privados e avais/fianças). O saldo aumentou 2,8% ao longo do quarto trimestre e cresceu 3,7% na comparação com dezembro de 2024.
A carteira restrita chegou a R$ 566,074 bilhões, com alta de 2,9% no trimestre e 3,0% em um ano.
O saldo de operações com pequenas e médias empresas estava em R$ 86,089 bilhões no fim do quarto trimestre, alta de 5,4% em relação a setembro e de 12,3% na comparação com dezembro do ano anterior.
A carteira de pessoas físicas, que é a mais relevante para o Santander, cresceu 1,6% no trimestre e encolheu 0,6% em 12 meses, para R$ 253,124 bilhões no fim de dezembro.
O financiamento ao consumo teve expansão de 5,4% em relação a setembro e de 13% na comparação com dezembro do ano anterior, totalizando R$ 93,805 bilhões.
A carteira de grandes empresas era de R$ 133,056 bilhões no fim de dezembro, apontando alta de 1,9% em relação a setembro e queda de 1,7% frente a dezembro do ano anterior.
O Santander Brasil encerrou o quarto trimestre de 2025 com inadimplência de 3,7% na carteira de crédito, de 3,4% em setembro e 3,2% de dezembro do ano anterior.
A taxa de calotes de pessoa física ficou em 4,6% no fim de dezembro, ante 4,2% em setembro e 4,3% no fim do quarto trimestre de 2024. No caso de pessoas jurídicas, o indicador estava em 2,4% no fim de dezembro, de 2,1% e 1,6%, na mesma base de comparação.
De acordo com o Santander, a inadimplência de PMEs ficou em 5,9%, de 5,1% no trimestre anterior e 4,5% um ano antes. Já em grandes empresas o índice ficou em 0,2%, de 0,3% e zero em dezembro de 2024.
A inadimplência de curto prazo (15 a 90 dias) ficou em 4,0% em dezembro, de 3,9% em setembro e 3,7% em dezembro de 2024.
O banco informou que a carteira de crédito renegociada somava R$ 49,4 bilhões no fim de dezembro, com alta de 9,3% em três meses e de 1,4% em um ano. “Importante destacar que passamos a incluir renegociações de operações com atraso inferior a 30 dias, tal movimento explica o incremento no trimestre de 9,4%”.
O Santander Brasil informou que atingiu 73,9 milhões de clientes em dezembro de 2025, com alta trimestral de 1,5% e avanço anual de 6%.
Antes o banco divulgava o número de clientes ativos e a expansão do que chama de clientes principais (critério que considera a transacionalidade, crédito de longo prazo e investimentos, sendo necessário duas dessas verticais para o banco ser considerado o principal do cliente), mas neste trimestre não revelou essas informações.
Segundo o banco, o NPS (métrica de satisfação dos clientes) no segmento de pessoa física ficou em 60 pontos, com queda de 1 ponto no trimestre e 3 pontos em um ano. Em pessoa jurídica, o NPS ficou em 49 pontos, com queda de 3 pontos no trimestre (não há base de comparação com o quarto trimestre de 2024).
“Temos focado na hiperpersonalização, com 60% das interações de Pessoa Física baseadas no comportamento e momento de vida dos clientes, gerando mais interesse e conversão.”
Em relação à rede de agências, houve redução em 26,1% em 2025, para 916 unidades. Já os postos de atendimento caíram 25,0%, a 769 pontos. Os caixas eletrônicos próprios diminuíram 21,1%, a 6.006 unidades.
Ao mesmo tempo, o número de funcionários do Santander encolheu 10,8% em 2025, para 49.661 pessoas. “Vale ressaltar que em 2025 1,6 mil funcionários foram migrados para a SSD, empresa do grupo, alinhado à estratégia da criação de plataformas globais de serviços.”
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