
O Patria Investments Limited divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025 e do ano completo, reportando um lucro atribuível aos acionistas controladores de US$ 34,5 milhões entre outubro e dezembro, um recuo de 37,6% em relação ao mesmo intervalo em 2024. O resultado do exercício de 2025 foi de US$ 85,6 milhões, um incremento de 19%.
No quarto trimestre, as receitas de gestão somaram US$ 92,0 milhões, um aumento de 13% em comparação com o mesmo período de 2024. O Fee Related Earnings (FRE) foi de US$ 64,3 milhões, subindo 17% . O desempenho por ação foi de US$ 0,41, um aumento de 15% ano a ano. A margem ficou em 63,6%.
Já a Performance Related Earnings (PRE) totalizou US$ 19,6 milhões, com o resultado distribuível de US$ 0,50 por ação.
Ao fim de dezembro, os recursos sob gestão totalizavam US$ 52,6 bilhões, aumento de 26% em 12 meses.
Os ativos totais geradores de taxas de gestão (FEAUM) somavam US$ 40,8 bilhões, uma alta de 24% em relação ao quarto trimestre de 2024. A captação foi de US$ 1,7 bilhão no quarto trimestre e US$ 7,7 bilhões no ano fechado, um volume recorde.
O segmento imobiliário contribuiu com mais de US$ 260 milhões captados por meio de uma oferta subsequente do portfólio de logística brasileiro e mais de US$ 180 milhões em carteiras na Colômbia. Já a área de infraestrutura se beneficiou de compromissos adicionais de coinvestimento e de aportes em estratégias de crédito e de capital principal.
A administração declarou um dividendo trimestral de US$ 0,15 por ação, que será desembolsado em 12 de março aos acionistas registrados até 20 de fevereiro de 2026. Na bolsa americana Nasdaq, onde as ações do grupo de gestão de origem brasileira são listadas, os papéis eram negociados com queda 0,94%, cotados a US$ 14,8, nesta terça-feira (3). Em 12 meses, os ativos acumulam valorização de 24,2%.
No último trimestre de 2025, o Patria anunciou a aquisição de uma participação de 51% na Solis, um gestora de recursos brasileira especializada em crédito privado, com US$ 3,5 bilhões em FEAUM, que foi concluída em 2 de janeiro de 2026. A casa também selou a aquisição da RBR Gestão, com foco em fundos imobiliários listados com US$ 1,3 bilhão em FEAUM, operação concluída ontem.
Outro movimento, anunciado ontem, foi a compra da WP Global Partners, uma gestora de soluções de private equity de médio porte com US$ 1,8 bilhão em FEAUM. A transação está prevista para ser concluída até o segundo trimestre.
“Em geral, ao entrarmos em 2026, o impulso que construímos em 2025, reforçado pelas nossas transações recentemente anunciadas, significa que o Patria está numa posição forte para alcançar, e esperamos que supere, os objetivos de angariação de fundos e de FRE (Recursos Financeiros Equivalentes) para três anos que definimos para nós próprios no dia do investidor, em dezembro de 2024”, escreveu o principal executivo do grupo, Alex Saigh, no release de resultados apresentado hoje ao mercado.
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