
Os bloqueios realizados nesta semana por caminhoneiros dos Bálcãs Ocidentais ameaçam provocar escassez de combustível e prejuízos econômicos. Os protestos, que se concentram em terminais de carga nas fronteiras com países da União Europeia, contestam as regras mais restritivas de entrada no bloco.
Caminhoneiros da Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Montenegro e Macedônia do Norte iniciaram os protestos na última segunda-feira contra o novo sistema de entrada e saída da UE, mais rígido, que prevê detenção e deportação para quem ultrapassar os limites de permanência no espaço Schengen.
O Ministério da Energia de Montenegro alertou na noite de terça-feira que o país pode enfrentar falta de combustível devido a um bloqueio no porto adriático de Bar, principal ponto de entrada de importações de combustíveis vindos do exterior. Montenegro não possui capacidade própria de refino de petróleo, e o porto também abriga seus maiores depósitos de combustível.
Os bloqueios em postos de fronteira nos quatro países interromperam o transporte ao longo de um corredor rodoviário crucial que liga a União Europeia à Turquia e ao Oriente Médio.
Na Bósnia, empresas já perderam cerca de 8 milhões de euros (US$ 9,55 milhões) desde segunda-feira, e as perdas podem chegar a 22 milhões de euros caso os protestos durem uma semana ou mais, segundo uma pesquisa da Câmara de Comércio Exterior divulgada nesta quarta-feira (28).
O Ministério da Energia de Montenegro alertou que empresas petrolíferas estimam que os estoques atuais de combustível foram, na prática, reduzidos ao volume disponível nos postos, o que permitiria o funcionamento do mercado por apenas mais alguns dias.
A polícia de Montenegro informou anteriormente que os caminhoneiros têm autorização para protestar até o meio-dia de quinta-feira.
No último ano, mais de 100 caminhoneiros bósnios foram deportados por exceder o limite de 90 dias permitido de permanência na UE, com outras 100 deportações anunciadas na semana passada, informou a associação Logistika, que representa 47 mil trabalhadores do setor de transporte.
“Exigimos que a União Europeia interrompa urgentemente a discriminação contra caminhoneiros da Bósnia”, disse Zijad Saric, empresário do transporte. “Nós não somos migrantes, nem trabalhadores ilegais, nem turistas.”
Integrantes da Logistika afirmaram nesta quarta que os caminhoneiros irão ampliar os protestos até que o governo atenda a outras reivindicações, incluindo reembolso de impostos sobre combustíveis, devolução do IVA e redução dos pedágios para caminhões.
Caminhoneiros bósnios realizam protestos desde o ano passado, exigindo apoio governamental ao setor de transporte.
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