
A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou ao último dia neste domingo (25) com a participação de milhares de manifestantes em Brasília. O grupo percorreu cerca de 240 quilômetros, saindo de Paracatu, em Minas Gerais, até a capital federal, onde realizou atos públicos ao longo do dia.
Os participantes chegaram a Brasília no sábado (24). Já neste domingo (25), a concentração ocorreu no Park Way, região administrativa do Distrito Federal, de onde os manifestantes seguiram em caminhada até a Praça do Cruzeiro, ponto tradicional de atos políticos na capital.
Ao final da caminhada, durante o discurso, Nikolas Ferreira intimou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que “o Brasil não tem medo de você”.
“Estamos aqui acima de tudo para poder despertar o país. Estamos em um pesadelo terrível. Não conseguimos mais viver nesse país”, seguiu o parlamentar.
Mais cedo, durante uma coletiva à imprensa na saída da concentração, o deputado afirmou que o objetivo da mobilização foi alertar a população sobre denúncias envolvendo autoridades e cobrar mudanças no país.
“Quero despertar as pessoas para o que está acontecendo. Hoje, temos o escândalo do Banco Master, um escândalo bilionário envolvendo esposa de ministro, como a do Alexandre de Moraes. Nós temos o escândalo do INSS, mesadinha para o filho do Lula”, disse. Ele chegou à Praça do Cruzeiro no meio da tarde, onde discursou em cima do carro de som.
O deputado também associou as denúncias à precariedade de serviços públicos. “As pessoas são roubadas, não têm a saúde que merecem, não têm a educação que merecem. Então nós vamos pra cima, vamos mudar esse país. Estou muito grato a Deus porque o Brasil acordou”, declarou.
Nikolas comentou ainda o uso de um colete com identificação de prova de balas durante o trajeto. Segundo ele, a medida foi adotada por orientação da segurança institucional.
“A questão do colante da prova de balas foi uma orientação da própria PLF [Polícia Legislativa Federal], porque as ameaças surgiram e começaram a aumentar. Eu estou representando a minha vida e nós estamos usando”, afirmou.
Raio atinge estrutura de segurança
No começo da tarde, após a chegada do grupo à Praça do Cruzeiro sob forte chuva, um raio atingiu o local por conta da estrutura de segurança montada com grades de ferro. Pelo menos 30 pessoas foram socorridas, sendo 10 em estado grave. A reportagem confirmou que 13 foram levadas ao hospital, mas não correm perigo.
Um integrante dos Bombeiros informou à Gazeta do Povo que os alambrados e os guindastes que estavam no local teriam formado um “campo” de atração de raios. Após se afastarem brevemente da praça, os manifestantes retornaram e se abrigaram sob lonas.
Apenas uma ambulância foi disponibilizada para atendimento aos manifestantes, que foi cercada por familiares de vítimas do choque elétrico. Por conta do incidente, tendas de atendimento do Corpo de Bombeiros foram montadas com urgência no Memorial JK, próximo ao local.
Por medida de segurança, os bombeiros orientaram os participantes da caminhada a se afastarem de árvores, postes de iluminação e grades de ferro. Mensagens similares foram repetidas do carro de som.
Manifestantes vieram de vários estados
A reportagem da Gazeta do Povo acompanhou o último trecho da caminhada e ouviu participantes que viajaram longas distâncias para estar em Brasília. Uma família ligada ao agronegócio, que preferiu não se identificar, saiu de Goiânia às 4h da manhã deste domingo para acompanhar o percurso final, de cerca de 17 quilômetros, a pé. O grupo é formado por um homem de 75 anos, sua esposa, de 66, e dois filhos.
Acostumados a participar de romarias, eles afirmaram que decidiram integrar a caminhada por acreditarem no movimento liderado pelo deputado.
“Nikolas veio tirar o que estava engasgado na garganta”, disse a família. “Nós viemos porque temos esperança pela liberdade”, completaram. Eles afirmaram ainda que acompanham todas as manifestações realizadas em Brasília.
Também presente no ato, o militar aposentado Valmir Morais viajou aproximadamente mil quilômetros, de ônibus, saindo de Juiz de Fora (MG). Ele passou a acompanhar a caminhada ainda em Valparaíso de Goiás e contou que tentou trazer amigos, mas acabou vindo sozinho. “Estavam todos com medo de represálias contra as manifestações”, relatou.
“Eu vim e já fui em várias outras manifestações porque acredito no poder do povo. Tenho esperança de que algo vai mudar, acredito nos valores que o Nikolas defende”, afirmou Morais.
Grupo do Paraná enfrentou 24 horas de viagem
Mulheres que saíram do Paraná também participaram do último dia da caminhada. Elas enfrentaram cerca de 24 horas de viagem de ônibus, partindo de cidades como Maringá e Londrina. O grupo integra uma caravana de aproximadamente 40 pessoas das cidades de Apucarana, Arapongas, Cambé, Londrina e Maringá, que acompanha atos da direita em Brasília.
Entre elas, Jaqueline Almeida chamou a atenção por usar um adereço na cabeça com a frase “Acorda Brasil”, slogan repetido por Nikolas Ferreira ao longo da caminhada. Segundo ela, esta é pelo menos a sétima vez que participa de manifestações na capital federal.
Além de Jaqueline, Vera Arruda, Diva Elvira e Luciana Sato também integraram o grupo e acompanharam o ato até a Praça do Cruzeiro, onde os manifestantes se concentraram ao longo da manhã.
A Caminhada pela Liberdade foi encerrada neste domingo com discursos e atos simbólicos, marcando o fim do percurso iniciado em Minas Gerais e consolidando mais uma mobilização política de apoiadores do deputado em Brasília.
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