
A votação para ratificar um acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia foi congelada por tempo indeterminado pelo Parlamento Europeu nesta quarta-feira (21), segundo informaram pessoas à Bloomberg. A decisão foi tomada em resposta às ameaças crescentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a Groenlândia — território autônomo que faz parte da Dinamarca.
O acordo, que agora gera dúvidas se de fato será concluído, acabou envolvido na profunda crise entre a UE e os EUA em torno da ilha ártica, de modo que a aliança transatlântica entre Washington e o bloco chegou à beira de uma ruptura.
No último fim de semana, Trump ameaçou impor tarifas a aliados europeus que se posicionaram contra a compra da ilha pelos Estados Unidos. Foi nessa esteira que parlamentares da União Europeia começaram a reconsiderar a votação de ratificação prevista para um pacto comercial fechado pelo bloco com o país norte-americano em julho de 2025.
O republicano afirmou que uma tarifa de 10% entraria em vigor em 1º de fevereiro para oito países europeus, subindo para 25% em junho, caso ele não conseguisse comprar a Groenlândia
O principal ponto do acordo estabelecia uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos da UE, em troca do compromisso de eliminar todas as tarifas sobre bens industriais dos EUA e alguns produtos agrícolas. As tratativas haviam sido implementadas de forma parcial até o momento.
O documento também representava um esforço da UE para evitar uma guerra comercial em grande escala com Trump e servia como garantia de segurança dos EUA ao continente, em meio à guerra travada pela Rússia na Ucrânia.
Líder do Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita, Manfred Weber afirmou na quarta-feira que “para nós, do PPE, e acredito que para todos os parlamentares, está claro que não haverá ratificação, nem acesso ao mercado da UE com tarifas zero para produtos dos EUA, até que a questão da confiabilidade seja esclarecida”.
Na quinta-feira, líderes europeus devem se reunir para discutir a resposta à ofensiva de Trump. Entre as opções em jogo, estão as tarifas retaliatórias sobre €93 bilhões (US$ 109 bilhões) em produtos americanos e a aplicação do chamado Instrumento Anti-coerção, que permite ao bloco restringir investimentos na UE e impor taxas e tarifas adicionais.
“A Europa prefere o diálogo e as soluções, mas estamos totalmente preparados para agir, se necessário, com unidade, urgência e determinação”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na manhã de quarta-feira.
Com informações da Bloomberg*
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