
A deflagração da segunda fase da operação Compliance Zero pela Polícia Federal, nesta semana, que envolve as fraudes do Banco Master, acelerou a coleta de assinaturas para a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados, segundo o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor do requerimento. Ele afirma tem o número acima do necessário de 171 adesões exigidas para a abertura da comissão.
Na última quarta (14), a Polícia Federal mirou parentes e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. A autoridade investiga, ainda, outras fraudes bancárias além da venda de carteiras de crédito falsas ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12 bilhões, descoberta na primeira fase, no ano passado.
“Ao longo do recesso nós continuamos coletando [assinaturas], e claro que todos os fatos que vieram à tona acabaram contribuindo também pra isso”, declarou o parlamentar em entrevista à Folha de S. Paulo.
Toffoli mudou decisões sobre provas apreendidas pelo menos três vezes após críticas
Rollemberg sustenta que o escândalo ganhou dimensão nacional ao alcançar instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, Tribunal de Contas da União (TCU) e Polícia Federal, todas citadas em diferentes momentos da crise. Segundo ele, a atuação desses órgãos passou a ser questionada diante da gravidade das suspeitas levantadas no caso.
Um dos episódios mais recentes ocorreu no STF, em que o ministro Dias Toffoli tomou decisões que indicaram desconfiança em relação à condução das investigações pela Polícia Federal. O magistrado determinou que as provas relacionadas ao caso ficassem sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), com acesso a apenas quatro peritos da autoridade determinados por ele.
Na avaliação de Rollemberg, o ponto mais grave revelado até agora é a negociação envolvendo o Banco Master e o BRB, defendida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB-DF). As duas instituições chegaram a negociar a venda do próprio Master ao banco estatal, transação que foi anulada posteriormente pelo Banco Central.
“O que chamou muita atenção na época foi a ênfase com que o governador Ibaneis [Rocha] defendeu essa operação. Ele defendeu como um garoto-propaganda. É claro que o governador Ibaneis é um personagem importante. Tanto ele quanto o ex-presidente do BRB [Paulo Henrique Costa], quanto os diretores do Banco Central têm muito a esclarecer”, pontuou.
Nesta semana, a atual gestão do BRB indicou que pode recorrer ao governo do Distrito Federal caso seja confirmado prejuízo decorrente da compra de carteiras de crédito do Banco Master. Rollemberg reagiu à possibilidade de uso de recursos públicos para cobrir perdas.
“Isso é lesar a população duas vezes. A população do Distrito Federal não tem responsabilidade nenhuma por esse rombo, por essa fraude”, completou.
Para Rollemberg, os responsáveis pela operação devem responder pelos danos causados, sem transferência de custos ao contribuinte.
📢 Belford Roxo 24h – Aqui a informação nunca para
📞 WhatsApp da Redação: (21) 97915-5787
🔗 Canal no WhatsApp: Entrar no canal
🌐 Mais notícias: belfordroxo24h.com



