
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) rebateu nesta quarta-feira (14) uma insinuação feita por Allan dos Santos de que ela estaria apoiando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa pela presidência. Ela afirmou que o jornalista é um “boneco de ventríloquo de canalhas” e o chamou de Allan “dos demônios”.
“Minha resposta ao tal Allan dos Santos (ou seria… dos demônios?!). Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais”, afirmou Michelle no X.
O novo imbróglio na direita começou com um comentário da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, em um vídeo divulgado pelo marido com críticas ao governo Lula (PT). “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido!”, escreveu Cristiane. O governador curtiu o comentário no Instagram.
- Tarcísio curte comentário da esposa sobre “novo CEO” no Planalto; aliados de Bolsonaro reagem
Santos disse ter sido chamado de “pérfido” quando apontou que o ex-ministro de Bolsonaro quer a “faixa presidencial”. Ele publicou um vídeo com a gravação da tela do celular em que mostra que Michelle também curtiu o comentário de Cristiane e compartilhou o conteúdo nas redes sociais.
“Esse homem descarrega o seu achismo a respeito de uma curtida que fiz no comentário de minha amiga pessoal, a esposa do governador Tarcísio”, afirmou a ex-primeira-dama. Sem citar seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhuma vez no texto, ela disse que o país realmente precisa de um “novo CEO”.
Flávio recebeu o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para disputar a presidência da República nas eleições deste ano, dificultando a possibilidade de Michelle participar de uma chapa presidencial.
“Não interpretei o seu comentário como se ela estivesse apontando seu marido como o tal CEO, mas sim como se ela estivesse dizendo ao marido que o Brasil precisa de um novo CEO, de um novo governante… e todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro”, reforçou a ex-primeira-dama.
A dirigente do PL Mulher disse que republicou o vídeo por conter uma mensagem sobre economia com a qual ela “concorda totalmente”. Ela destacou que a manifestação do jornalista “não passa de bravata, achismos e maledicências”, que não merecem “a credibilidade das pessoas de direita”.
“Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga!”, apontou.
Michelle afirmou que Allan dos Santos “diz querer ‘levar a luz’ para os outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz”. “Eu estou no PL Mulher e viajo a pedido do meu marido para manter o legado dele vivo por onde passo; para denunciar o que fazem contra ele e para manter o povo com esperança. Tudo a pedido dele!”, disse.
Apesar da resposta, ela disse que continua a orar por Allan dos Santos e sua família, “porque a esposa e os filhos dele não merecem o que tiveram que passar devido à perseguição implacável de um sistema injusto”.
“Mas isso não dá o direito a ele de fazer comigo essas injustiças, porque eu também sou uma esposa que ama o marido e, junto com ele, estamos enfrentando uma perseguição implacável”, concluiu.
“Não sou demônio”, diz Allan dos Santos em resposta a Michelle
Nas redes sociais, Allan dos Santos reagiu às acusações da ex-primeira-dama e compartilhou uma série de comentários de pessoas que saíram em sua defesa na publicação de Michelle.
“Basta abrir o link e ler os comentários. O ‘tal Allan dos Santos’ só disse o que todos viram. E não sou dos demônios. Basta ler os comentários”, disse o jornalista.
Após Tarcísio curtir o comentário da esposa, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou “isentões, eleitos graças ao sacrifício de Jair Bolsonaro”, que estão “mostrando suas garrinhas”.
“Os ‘isentões’, ‘limpinhos’, eleitos graças ao sacrifício de Jair Bolsonaro; os que jamais foram eleitos a nada, mas lamentavelmente se deixam embrenhar pelos ouvidos; os que hoje sequer tocam no nome do líder torturado… todos, absolutamente todos, vão mais uma vez mostrando suas garrinhas e unhas pintadas… Confia na democracia inabalável!!!!”, afirmou Carlos.
O jornalista Paulo Figueiredo destacou que o “bolsonarismo não quer um CEO”. Para ele, pensar o país como uma empresa “é positivismo estúpido típico de milico”. Tarcísio serviu o Exército por 17 anos.
“País não é empresa e presidente não é gestor de planilha. CEO pensa em eficiência, custo e lucro; presidente tem que lidar com valores, soberania, identidade nacional e com um povo real, diverso e cheio de conflitos legítimos”, disse.
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