
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou nesta segunda-feira (12) que avança o processo para restabelecer as relações diplomáticas com os Estados Unidos. Considerado o homem mais poderoso do país depois do deposto presidente Nicolás Maduro, Cabello disse que a prioridade é garantir uma representação que zele pelos direitos do ex-mandatário, capturado e preso pelos EUA.
Em coletiva semanal do Partido Socialista Unido da Venezuela, o ministro afirmou que está avançando o reinício e a reabertura das embaixadas da Venezuela nos EUA e dos EUA na Venezuela. “Isso vai nos permitir ter representação consular para que possam zelar pela segurança e pela tranquilidade do nosso presidente Nicolás Maduro”.
As declarações ocorreram três dias depois de Caracas e Washington anunciarem que avaliariam a possibilidade de reabrir suas embaixadas e restabelecer as relações diplomáticas rompidas desde 2019. O anúncio marca uma reaproximação após a operação americana no país sul-americano que resultou na captura de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
“Esse é o objetivo fundamental, que nos permita ter representantes lá, porque neste momento não temos ninguém. (Maduro) está sequestrado lá e não temos ninguém, além dos advogados, que não são venezuelanos”, disse Cabello.
Como primeiro passo no processo de avaliação entre os dois países para reabrir suas sedes diplomáticas, uma delegação do governo Trump, com diplomatas e agentes de segurança, chegou na sexta-feira à Venezuela, informou o Departamento de Estado. Não foram divulgados detalhes sobre a permanência no país.
O governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o processo tem como objetivo “abordar as consequências derivadas da agressão e do sequestro do presidente da república e da primeira-dama, assim como tratar uma agenda de trabalho de interesse mútuo”.
Delcy foi empossada presidente interina em 5 de janeiro, substituindo Maduro perante a Assembleia Nacional, de ampla maioria governista. Nos dias seguintes à cerimônia, ela passou a ser alvo de críticas nas redes sociais pelo vestido usado na posse, da marca italiana Chiara Boni La Petite Robe, avaliado em cerca de R$ 4.680.
Segundo o jornal El Español, a peça não está disponível no site oficial da marca, mas pode ser encontrada em plataformas de luxo como a Farfetch. O episódio gerou indignação entre usuários das redes sociais, que criticaram a presidente interina por usar uma roupa considerada cara em meio aos elevados índices de pobreza no país, onde milhões de venezuelanos vivem com o mínimo necessário.
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