
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira que a proposta de um código de conduta para magistrados está em “gestação”. Em discurso na sessão de encerramento do ano Judiciário de 2025, o ministro afirmou ainda que tem um encontro marcado para 2026 com a remuneração da magistratura.
“A democracia constitucional é, como já se observou com acerto, uma construção permanente, que demanda vigilância institucional, responsabilidade decisória e permanente atenção à legitimidade das Cortes. Cabe-nos exercer nossas atribuições com rigor técnico, sobriedade e consciência histórica. Não poderia, nessa direção, deixar de fazer referência à proposta, ainda em gestação, de debatermos um conjunto de diretrizes éticas para a magistratura”, declarou o presidente da Corte.
Fachin disse que a autoridade de uma decisão do STF reside na “força da razão pública que a sustenta”. Esta é a primeira vez que o presidente do STF fala publicamente sobre a construção do código de conduta.
Como mostrou o Valor, o ministro está buscando apoio na Corte e em tribunais superiores para levar adiante a elaboração da proposta. O objetivo é combater práticas que viram motivo de críticas ao Judiciário. Para isso, Fachin pretende elaborar regras de transparência sobre a remuneração de ministros em palestras e inibir discursos e atitudes que levantem dúvida sobre a imparcialidade de integrantes do STF.
A ideia vem desde que o ministro assumiu a presidência do Supremo, no final de setembro. A medida deve enfrentar forte resistência na Corte. Iniciativas parecidas foram discutidas em outras gestões, como a de Rosa Weber, mas não vingaram.
Em relação a remuneração da magistratura, o presidente da Corte afirmou que é preciso respeitar e valorizar a carreira dos profissionais, mas “conter abusos”.
“Reiteremos: transparência é a chave quanto às modalidades de remuneração. Nosso respeito intransigente à dignidade e valorização da carreira, irá na mesma medida conter abusos”, disse Fachin. Ele destacou, também, que o Judiciário tem o dever de semear a paz, mas sem ignorar o dissenso, que é elemento vital da democracia.
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