
Pais estavam dormindo quando ouviram o disparo. A arma pertencia ao pai das crianças, que possui registro de CAC. Polícia Civil investiga como a menina teve acesso à pistola.
Uma tragédia familiar terminou com a morte de uma menina de apenas 3 anos na manhã deste domingo (8), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A criança foi atingida por um disparo de arma de fogo que, segundo informações preliminares, teria sido efetuado pela própria irmã, de 5 anos, enquanto brincava com uma pistola pertencente ao pai.
O caso aconteceu dentro da residência da família, enquanto os pais dormiam em outro cômodo.
A menina chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, mas não resistiu.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga as circunstâncias da tragédia.
Pais dormiam quando ouviram o disparo
Segundo informações da Polícia Militar, a mãe das crianças relatou que estava dormindo com o marido quando ambos foram acordados pelo barulho de um tiro.
Ao entrarem no quarto das filhas, encontraram a menina mais nova ferida.
Ainda de acordo com o relato apresentado à polícia, a irmã de 5 anos contou que estava brincando com a pistola quando ocorreu o disparo.
A dinâmica exata do episódio ainda será esclarecida pela investigação.
Menina chegou ao hospital em parada cardiorrespiratória
Após o disparo, os pais colocaram a criança em um carro particular e seguiram para o Hospital Municipal Rocha Faria, localizado em Campo Grande.
Segundo a direção da unidade, a menina deu entrada em parada cardiorrespiratória.
A equipe médica realizou procedimentos de emergência para tentar reanimá-la, mas a criança não resistiu.
Policiais militares do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados para verificar a entrada de uma vítima de disparo de arma de fogo na unidade hospitalar.
No local, os agentes confirmaram a morte.
Pistola pertencia ao pai, que possui registro de CAC
Um dos principais pontos da investigação envolve a pistola utilizada no disparo.
O armamento pertencia ao pai das crianças, que possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
A condição de CAC permite o acesso legal a determinadas armas de fogo, desde que sejam observadas as exigências de autorização, registro e armazenamento previstas na legislação.
Entretanto, possuir registro de CAC não significa, por si só, que todas as condições legais de guarda de uma arma tenham sido cumpridas.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre onde a pistola estava armazenada, como a criança conseguiu alcançá-la ou se havia algum dispositivo de segurança impedindo seu manuseio.
Também não foram informados o modelo e o calibre da arma.
Como uma criança de 5 anos conseguiu ter acesso à pistola?
Essa é uma das principais perguntas que a Polícia Civil precisará esclarecer.
Segundo o relato inicial, os responsáveis estavam dormindo quando o disparo aconteceu.
A investigação deverá apurar as circunstâncias em que a menina conseguiu manusear o armamento e se houve alguma irregularidade no armazenamento.
Entre as questões ainda sem resposta pública estão:
- Onde a pistola estava guardada dentro da residência.
- Como a menina conseguiu alcançar a arma.
- Quais eram as condições de armazenamento e segurança.
- Se os responsáveis haviam adotado as precauções legalmente exigidas.
- Se existem elementos que possam resultar em responsabilização criminal dos adultos.
Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação pública de prisão ou indiciamento dos pais.
Polícia Civil investiga morte da criança
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela apuração, realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.
Uma perícia foi informada na residência da família, mas seus resultados ainda não haviam sido divulgados.
A investigação deverá reunir elementos para reconstruir o episódio e esclarecer como a arma chegou às mãos da criança.
Até o momento, não existe uma conclusão policial divulgada publicamente que estabeleça eventual responsabilidade criminal dos adultos.
Entenda os principais pontos do caso
Onde aconteceu a tragédia?
O caso aconteceu em uma residência em Guaratiba, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã de domingo, 8 de novembro de 2026.
Quem teria efetuado o disparo?
Segundo o relato inicial apresentado à Polícia Militar, a irmã de 5 anos teria manuseado a pistola do pai durante uma brincadeira. A dinâmica ainda está sob investigação.
A quem pertencia a arma?
A pistola pertencia ao pai das meninas, que possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
A criança recebeu atendimento médico?
Sim. Os pais levaram a menina ao Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande. Ela chegou em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O pai foi preso?
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação pública de prisão ou indiciamento do pai.
Quem investiga o caso?
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Tragédia levanta questionamentos sobre segurança de armas dentro de casa
A morte da menina de 3 anos chama a atenção para os riscos do acesso de crianças a armas de fogo.
O armazenamento seguro é uma medida essencial para evitar acidentes, especialmente em residências onde vivem menores de idade.
No caso de Guaratiba, ainda será necessário esclarecer se a pistola estava armazenada de acordo com as exigências legais e quais circunstâncias permitiram seu manuseio.
O BelfordRoxo24h acompanha o caso e os próximos esclarecimentos da Polícia Civil.
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