
Infectologista Vinícius Borges relata internações, cobra acesso à vacina e divulga vídeo sobre as lesões da doença.
O infectologista Vinícius Borges, conhecido como Doutor Maravilha, publicou nesta quinta-feira (29) um alerta sobre a mpox no Rio de Janeiro. Segundo o médico, há aumento de casos, com registros de internações e um óbito.
“Realmente o Rio de Janeiro está vivendo um aumento nos casos de MPOX, com internações e um óbito”, escreveu.
Borges também afirmou que muitos pacientes relatam viagens recentes ao Rio. Em uma resposta à própria publicação, contou que havia divulgado um vídeo durante a semana depois de começar a atender mais casos.
As publicações não apresentam um balanço de pacientes nem detalham os hospitais envolvidos ou a data do óbito mencionado.
Assista ao vídeo do infectologista
Na publicação que acompanha o vídeo, o médico chama a atenção para as lesões da mpox e reforça a importância de reconhecer os sinais para saber quando procurar atendimento.
“Estamos vendo mais casos e é importante todo mundo se informar pra saber quando procurar ajuda”, escreveu na legenda.
Médico cobra acesso à vacina
No alerta, Borges também relatou falta de vacina disponível e cobrou providências das autoridades, além de reforçar os cuidados de prevenção. A publicação não especifica quais unidades ou localidades estariam sem doses.
Há vacina contra a mpox. O Ministério da Saúde orienta a vacinação de grupos específicos com maior risco de desenvolver formas graves da doença e de determinados contatos após exposição, conforme avaliação e disponibilidade de doses. Essa orientação, por si só, não confirma o estoque atual nas unidades do Rio.
Quais sinais precisam de atenção?
A mpox pode provocar lesões na pele, febre, ínguas, dor de cabeça e dores no corpo. As feridas podem aparecer em diferentes regiões, incluindo rosto, mãos, pés, boca e região genital. A confirmação da doença depende de avaliação e exame laboratorial.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões e secreções de uma pessoa infectada. Também pode acontecer pelo contato com objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. Qualquer pessoa exposta ao vírus pode se infectar.
Moradores de Belford Roxo e da Baixada Fluminense que apresentem sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde. Até a avaliação, a orientação é evitar contato físico próximo e não compartilhar objetos pessoais. Quem teve contato próximo com uma pessoa com suspeita ou confirmação da doença também deve buscar orientação.
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