
Pensionista de 56 anos foi localizada em uma estrada deserta na Baixada Fluminense. Reportagem aponta sinais de violência, enquanto a polícia investiga a morte e as supostas negociações envolvendo a casa e o carro da vítima.
O desaparecimento de Rosângela Severiano da Silva Fonseca, de 56 anos, terminou de forma trágica nesta sexta-feira (23 de outubro de 2026). O corpo da pensionista, que morava em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi encontrado em uma área deserta da Estrada de Adrianópolis, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Rosângela estava desaparecida desde o dia 16 de outubro. O caso ganhou repercussão depois que familiares descobriram que seus pertences pessoais haviam sido descartados e que um homem afirmava ter comprado sua residência e seu automóvel.
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Tino Junior, da Record Rio, exames periciais apontaram um afundamento na lateral do crânio da vítima, provocado por ação contundente. A descoberta levantou a possibilidade de que Rosângela tenha sofrido uma agressão violenta antes de morrer.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, a possível participação de terceiros e a relação entre o desaparecimento e as negociações envolvendo os bens da pensionista.
Identificação do corpo foi realizada por odontologia forense
O corpo de Rosângela foi encontrado em estágio avançado de decomposição, condição que dificultou o reconhecimento imediato.
Inicialmente, familiares foram procurados para fornecer características físicas, incluindo informações sobre tatuagens que poderiam ajudar na identificação.
Posteriormente, segundo a atualização apresentada no Balanço Geral RJ, a identidade da pensionista foi confirmada por meio de exames de odontologia forense, com análise da arcada dentária.
Durante os procedimentos periciais, foi identificada uma lesão na região lateral do crânio.
Segundo a reportagem, a alteração óssea teria sido provocada por uma ação contundente, expressão utilizada para descrever um impacto produzido pela força aplicada sobre o corpo.
Tino Junior informou nas redes sociais que o resultado da necropsia indicava que a vítima poderia ter sido espancada.
Entretanto, o laudo pericial completo ainda não havia sido disponibilizado publicamente. Por isso, permanecem pendentes de esclarecimento a causa definitiva da morte, o instrumento que teria provocado a lesão e as circunstâncias em que a agressão ocorreu.
Polícia investiga se corpo foi levado para Nova Iguaçu após a morte
O local onde Rosângela foi encontrada passou a ser um dos pontos centrais da investigação.
A pensionista residia em Irajá, mas seu corpo foi localizado em uma estrada afastada de Nova Iguaçu.
Uma das possibilidades consideradas é que Rosângela tenha morrido em outro local e seu corpo tenha sido transportado até a região.
Outra hipótese é que ela tenha sido levada ainda com vida para Nova Iguaçu, onde teria ocorrido a agressão.
Até o momento, nenhuma dessas possibilidades foi confirmada.
Segundo as informações apresentadas pela Record Rio, a investigação também busca imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a reconstruir os últimos deslocamentos da vítima e identificar pessoas que estiveram com ela antes do desaparecimento.
Família encontrou objetos pessoais de Rosângela jogados no lixo
Antes da descoberta do corpo, familiares já desconfiavam de que algo grave poderia ter acontecido.
Rosângela havia deixado de manter contato com parentes da maneira habitual. Segundo relatos apresentados à imprensa, ela costumava enviar mensagens de áudio, mas passou a responder apenas por textos.
Algumas mensagens também continham expressões que os familiares consideraram estranhas.
Preocupados, parentes decidiram procurar a pensionista em sua residência, localizada em Irajá.
Ao chegarem ao imóvel, descobriram que dois homens estavam ocupando a casa.
Objetos pessoais de Rosângela, incluindo roupas, documentos e fotografias da família, foram encontrados em sacos de lixo.
O carro, a motocicleta e o telefone celular da pensionista também não estavam no imóvel.
A situação aumentou a preocupação dos familiares, que não tinham conhecimento de qualquer decisão de Rosângela de abandonar a residência ou negociar seus bens.
Homem afirmou ter comprado casa por R$ 150 mil e carro por R$ 13 mil
Durante uma reportagem exibida pela Record Rio, um homem identificado como João Vitor Alves da Silva, proprietário de um lava-jato na região do Para-Pedro, apareceu dirigindo o automóvel que pertencia a Rosângela.
Questionado sobre o veículo, ele afirmou ter comprado tanto o carro quanto a residência da pensionista.
Segundo sua versão, a casa teria sido negociada por R$ 150 mil, dos quais R$ 130 mil teriam sido pagos inicialmente. Os R$ 20 mil restantes seriam quitados em parcelas.
O carro, por sua vez, teria sido adquirido por R$ 13 mil.
João Vitor declarou que conseguiu o dinheiro para a negociação por meio de um empréstimo com um agiota.
A ausência de comprovantes apresentados para justificar as transações levantou questionamentos sobre as circunstâncias dos acordos.
O homem prestou esclarecimentos à Polícia Civil, enquanto aparelhos celulares e o veículo foram recolhidos para análise.
É importante destacar que a declaração de compra dos bens e a participação em depoimentos não comprovam envolvimento de João Vitor na morte de Rosângela. A investigação deverá esclarecer a autenticidade das negociações e eventual relação com o caso.
Áudio atribuído a Rosângela revela interesse afetivo por comprador dos bens
Outra informação veio à tona na manhã desta sexta-feira (23).
A Record Rio divulgou um áudio atribuído à pensionista, no qual ela demonstrava interesse afetivo por João Vitor Alves da Silva.
A gravação trouxe um novo elemento para a compreensão da relação entre os dois, especialmente diante das declarações sobre a suposta venda da casa e do carro.
No entanto, o conteúdo não esclarece as circunstâncias do desaparecimento nem estabelece qualquer responsabilidade pela morte.
Os investigadores também analisam mensagens e movimentações financeiras relacionadas ao período em que Rosângela deixou de ser vista.
Entre os episódios que chamaram a atenção da família está uma transferência de R$ 200 realizada por um terceiro para um sobrinho da pensionista. A pessoa responsável pela operação também foi ouvida pela polícia.
A apuração busca esclarecer se essas movimentações ocorreram com o conhecimento e a autorização de Rosângela.
Irmão e filha acompanham investigação
A confirmação da morte provocou uma nova etapa de sofrimento para os familiares, que ainda mantinham a esperança de encontrar Rosângela com vida.
O irmão da pensionista, Rodney, que estava em Maricá, passou a organizar os documentos necessários para os procedimentos de liberação do corpo e sepultamento.
A filha de Rosângela, Marcelli, também acompanhava as investigações e buscava esclarecimentos junto à Polícia Civil.
O principal questionamento da família agora é descobrir o que aconteceu com Rosângela durante o período de desaparecimento e quem poderá ser responsabilizado caso a morte criminosa seja confirmada.
O que falta esclarecer no caso Rosângela?
A investigação ainda precisa responder a questões fundamentais.
Entre elas estão a data e o local da morte, a causa definitiva identificada pela necropsia, a possível participação de terceiros e a maneira como o corpo chegou à Estrada de Adrianópolis, em Nova Iguaçu.
Também será necessário esclarecer se a pensionista realmente autorizou as negociações de seus bens, se recebeu os valores declarados e quem teve acesso ao seu telefone durante o desaparecimento.
Até a atualização desta reportagem, não havia confirmação pública de prisões relacionadas à morte de Rosângela nem divulgação integral do laudo pericial.
O BelfordRoxo24h seguirá acompanhando os desdobramentos da investigação e publicará novas informações conforme forem confirmadas.
Matéria atualizada em 23 de outubro de 2026.
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