
Polícia Civil prendeu Fábio Bernardino da Silva em Austin e apreendeu armas, munições e rádios comunicadores. Outro homem conseguiu escapar pulando muros de residências vizinhas.
NOVA IGUAÇU (RJ) — A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta segunda-feira (19 de outubro), Fábio Bernardino da Silva, apontado pelas investigações como integrante da organização criminosa comandada por Gilson Ingrácio de Souza Júnior, conhecido como Juninho Varão, um dos nomes investigados por envolvimento com milícias na Baixada Fluminense.
A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), em um imóvel localizado no bairro de Austin, em Nova Iguaçu.
Segundo os investigadores, o endereço seria utilizado como base de apoio da organização criminosa conhecida como Bonde do Varão, investigada por atuar em diferentes regiões da Baixada Fluminense.
Polícia apreendeu armas, munições e equipamentos de comunicação
Durante as buscas no imóvel, os policiais localizaram armamentos, munições e equipamentos de comunicação.
Entre os materiais apreendidos estão uma pistola calibre 9 mm, um revólver calibre .38 com a numeração raspada, dois carregadores, 51 munições e dois rádios comunicadores.
A apreensão integra o trabalho da Polícia Civil para enfraquecer a estrutura armada da organização e identificar outros envolvidos em suas atividades.
Outro investigado fugiu pulando muros de residências
Durante a operação, os agentes também identificaram Caio Fernando de Souza Siqueira, apontado como possível integrante do grupo criminoso.
De acordo com as informações policiais, ele conseguiu escapar da abordagem ao pular muros e atravessar imóveis vizinhos.
Até a divulgação da ocorrência, o homem permanecia sendo procurado.
Já Fábio Bernardino da Silva foi detido e conduzido para os procedimentos policiais cabíveis.
Quem é Gilson Ingrácio, conhecido como Juninho Varão?
Gilson Ingrácio de Souza Júnior, conhecido como Juninho Varão, é apontado pelas investigações como líder de uma organização criminosa com atuação na Baixada Fluminense, especialmente no município de Nova Iguaçu.
Segundo a Polícia Civil, o grupo conhecido como Bonde do Varão é investigado por envolvimento em cobranças ilegais, ameaças, extorsões e controle de territórios.
A organização também é identificada como uma narcomilícia, denominação utilizada para grupos criminosos que combinam práticas típicas de milícias com atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
Juninho Varão é considerado foragido da Justiça e já foi alvo de diferentes investigações e operações policiais destinadas a desarticular a estrutura criminosa atribuída ao grupo.
Milícia já havia sido alvo de outras operações em Nova Iguaçu
A prisão realizada no bairro de Austin ocorre em meio à intensificação das ações policiais contra a organização criminosa.
No dia 9 de outubro, dois homens apontados como integrantes da milícia foram presos durante uma operação no bairro Valverde, em Nova Iguaçu.
Segundo a Polícia Civil, eles eram investigados por envolvimento em cobranças ilegais contra moradores e comerciantes da região.
Já no dia 14 de outubro, agentes da Draco-IE realizaram outra operação contra integrantes da organização, desta vez relacionada ao controle ilegal da administração do Condomínio Jardim Guandu, também em Nova Iguaçu.
As investigações apontaram que integrantes do grupo utilizavam ameaças e intimidações para impor cobranças aos moradores e interferir na administração do condomínio.
Na ocasião, um policial militar da ativa também foi alvo de investigação por possível ligação com integrantes da organização criminosa.
A operação identificou nove pessoas apontadas como integrantes da estrutura investigada.
Polícia Civil continua o combate à organização criminosa
A Draco-IE mantém as investigações para identificar outros integrantes e colaboradores do grupo, localizar pessoas procuradas e interromper as atividades criminosas atribuídas à organização.
As ações fazem parte do trabalho das forças de segurança contra grupos armados que atuam na Baixada Fluminense.
A Polícia Civil busca também identificar estruturas de apoio utilizadas pelas organizações para armazenar armamentos, manter comunicações e organizar suas atividades.
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