
Caso começou após denúncia envolvendo uma adolescente de 12 anos. Polícia Civil investiga relatos de mulheres e adolescentes, enquanto a Corregedoria da Polícia Penal abriu sindicância. Vídeo do confronto está disponível na página InterceptRio.
Um pai, que também é advogado criminalista, confronta um policial penal investigado no Rio de Janeiro após descobrir mensagens que teriam sido enviadas à sua filha, de 12 anos.
O agente foi identificado como Wilson Morães de Souza Neto, de 39 anos. Nesta quarta-feira (23), novas informações revelaram que a Polícia Civil apura pelo menos dez denúncias de estupro, importunação e assédio sexual envolvendo o policial. Entre as denunciantes estão mulheres e adolescentes. As acusações permanecem sob investigação.
VÍDEO MOSTRA PAI CONFRONTANDO POLICIAL PENAL
Nas imagens, o advogado aborda o servidor pessoalmente e cobra explicações sobre o contato mantido com a adolescente.
Durante o confronto, o pai apresenta uma decisão judicial com medidas cautelares e determina que o policial mantenha distância da filha.
O vídeo completo está disponível na página InterceptRio.
ASSISTA AO VÍDEO:
https://www.instagram.com/interceptrio/
CASO COMEÇOU COM DENÚNCIA ENVOLVENDO MENINA DE 12 ANOS
Segundo a CNN Brasil, o caso foi registrado na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
O pai, identificado pela CNN como Sandro Figueiredo, relatou que o policial frequentava uma escola de futevôlei em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, onde a filha também treinava.
De acordo com o advogado, o servidor teria enviado mensagens para a menina e feito um convite para que os dois se encontrassem na praia para jogar futevôlei. O pai também afirmou que algumas mensagens eram enviadas utilizando ferramentas de visualização temporária.
A Record informou posteriormente que duas adolescentes, de 12 e 14 anos, estão entre os casos investigados e que o policial teria utilizado aplicativos de mensagens para entrar em contato com menores que frequentavam atividades esportivas.
JUSTIÇA DETERMINOU DISTÂNCIA DE 300 METROS
Segundo O Dia, no dia 8 de setembro, a Vara da Infância e da Juventude determinou medidas cautelares contra o policial.
Entre elas estão a proibição de:
se aproximar da adolescente a menos de 300 metros;
manter qualquer tipo de contato com a menina.
O vídeo divulgado posteriormente mostra justamente o pai apresentando a decisão ao policial e exigindo que ele mantenha distância da filha.
NOVAS MULHERES PROCURARAM A POLÍCIA
O caso ganhou uma dimensão maior após outras mulheres procurarem as autoridades.
Segundo O Dia, o advogado afirmou que acompanhou quatro mulheres à delegacia na sexta-feira (18) para registrar denúncias de importunação sexual contra o policial.
Na segunda-feira (21), outras cinco mulheres, incluindo menores de idade, também registraram ocorrências.
Duas delas relataram terem sido vítimas de estupro. Um dos episódios teria acontecido há cerca de três anos e outro aproximadamente três meses atrás.
MULHER RELATA TER SIDO DOPADA
Entre os relatos investigados está o de uma mulher que afirma ter encontrado o policial em um shopping na região da Barra da Tijuca.
Segundo a denúncia divulgada por O Dia, ela relatou ter sido dopada e acordado posteriormente em um motel ao lado do agente.
O relato faz parte das acusações atualmente investigadas e não representa uma conclusão policial ou judicial sobre os fatos.
ADVOGADO DIZ TER RECEBIDO DEZENAS DE RELATOS
O pai da adolescente também afirmou ter recebido pelo menos 35 mensagens de pessoas relatando situações semelhantes envolvendo o policial.
Esse número, no entanto, não significa que existam 35 ocorrências policiais ou 35 crimes confirmados. Segundo o próprio advogado, parte dessas pessoas ainda não procurou as autoridades para formalizar denúncias.
POLÍCIA PENAL ABRIU SINDICÂNCIA
A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que sua Corregedoria instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos e avaliar possíveis medidas contra o servidor.
A secretaria também informou que a investigação criminal está sob responsabilidade da Polícia Civil e declarou que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por seus servidores.
A arena esportiva onde o policial frequentava atividades também informou à Record que, após tomar conhecimento das denúncias, afastou o aluno das atividades e proibiu seu acesso ao local enquanto os fatos são esclarecidos.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Até a publicação desta matéria, as acusações continuam sendo investigadas e não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade criminal do policial.
O Dia informou que tentou contato com Wilson Morães de Souza Neto e manteve espaço aberto para manifestação.
O BelfordRoxo24h também mantém espaço aberto para posicionamento do investigado ou de sua defesa.
ACOMPANHE O BELFORDROXO24H
Portal: https://belfordroxo24h.com
X: https://x.com/belfordroxo24h
Canal do WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029Vaeuc09HQbRzJSttqN1V
Telegram: https://t.me/belfordroxo24hcanal
BelfordRoxo24h — Aqui a informação nunca para.






