
Anthony Garotinho afirma possuir cerca de 12 minutos de uma gravação atribuída à chamada “Noite das Astronautas”. Meses depois das primeiras declarações, porém, a origem, a autenticidade e o conteúdo atribuído ao arquivo continuam sem comprovação pública independente conhecida.
O suposto vídeo da chamada “Noite das Astronautas” voltou ao centro do debate político nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026. Anthony Garotinho reafirmou durante uma sabatina que possui aproximadamente 12 minutos de gravação relacionados a uma festa atribuída a Daniel Vorcaro.
A história não começou agora. Garotinho vem falando publicamente sobre o material há meses. Já descreveu cenas, afirmou reconhecer pessoas e declarou que terceiros também tiveram acesso às imagens.
Mas existe uma diferença fundamental: ter um arquivo, comprovar que ele é autêntico e demonstrar que registra exatamente o episódio descrito são três coisas diferentes.
E é justamente daí que nasce a pergunta:
Cadê o vídeo da “Noite das Astronautas”?
Garotinho afirma ter 12 minutos
Em declarações públicas feitas ao longo dos últimos meses, Garotinho afirmou possuir aproximadamente 12 minutos da gravação.
Em julho, declarou ainda que Flávio Bolsonaro não aparece no trecho que estaria em seu poder e afirmou que outras autoridades estariam presentes nas imagens.
Apesar da repercussão, o vídeo não foi apresentado publicamente.
Sem acesso ao arquivo ou uma autenticação independente documentada, não é possível verificar pontos fundamentais como origem, integridade, possíveis edições e contexto das imagens.
Isso não prova que o vídeo seja inexistente.
Mas significa que o material exatamente nas condições descritas por Garotinho ainda não pode ser tratado como algo tecnicamente demonstrado ao público.
De onde veio o vídeo?
Esse permanece como um dos principais pontos de interrogação.
Quando questionado pela imprensa sobre como conseguiu as imagens, Garotinho não revelou a origem e invocou o sigilo de fonte, proteção constitucional assegurada aos jornalistas.
Preservar uma fonte é um direito legítimo e não representa, por si só, qualquer irregularidade.
Mas algumas perguntas permanecem:
Quando o arquivo chegou às mãos de Garotinho?
Como ele recebeu o material?
É o arquivo original ou uma cópia?
Qual foi o caminho percorrido pela gravação antes de chegar até ele?
A identidade da fonte pode permanecer protegida. A verificação da autenticidade do arquivo é outra questão.
Quem viu o vídeo?
Garotinho afirma que não foi a única pessoa a assistir ao material.
Segundo declarações dele reproduzidas pela imprensa, o vídeo teria sido colocado em um pen drive e mostrado a policiais, advogados e jornalistas antes da decisão de não divulgá-lo.
A partir daí surge outra pergunta importante:
Quem são essas pessoas?
Até 10 de setembro de 2026, nas fontes públicas consultadas pelo BelfordRoxo24h, não foi localizada uma relação nominal dessas pessoas acompanhada de uma confirmação técnica documentada da autenticidade dos 12 minutos.
Existe uma diferença importante entre as duas situações.
Uma coisa é Garotinho dizer que outras pessoas assistiram.
Outra seria uma pessoa identificada confirmar que viu o material e apresentar elementos independentes capazes de ajudar a estabelecer sua procedência.
Autenticidade já apareceu como questão em aberto
Quando o caso ganhou repercussão nacional no final de junho, reportagem reproduzida pelo UOL registrou que Garotinho havia recebido um material ainda não divulgado e cuja autenticidade não havia sido verificada naquele momento.
Esse ponto é importante para compreender toda a discussão.
Mesmo admitindo que exista algum arquivo em poder de Garotinho, três perguntas precisam ser separadas:
O arquivo existe?
O arquivo é autêntico?
O conteúdo corresponde realmente à chamada “Noite das Astronautas”?
Comprovar a primeira questão não responde automaticamente às outras duas.
A cronologia do mistério
A história pode ser resumida em três momentos importantes.
Final de junho de 2026: o caso ganha repercussão nacional e aparecem publicamente relatos sobre a existência do suposto vídeo. Naquele momento, a autenticidade do material ainda era tratada como não verificada.
Julho de 2026: Garotinho passa a dar mais detalhes. Afirma possuir aproximadamente 12 minutos, descreve parte das imagens, fala sobre pessoas que apareceriam na gravação e explica que não revelaria sua fonte.
10 de setembro de 2026: durante uma sabatina, Garotinho volta ao assunto e reafirma que possui o material.
Ou seja: quanto mais o tempo passa, mais detalhes aparecem nas declarações — mas o arquivo continua fora do alcance de uma verificação pública independente.
Não precisa publicar cenas íntimas para comprovar o material
Existe um ponto fundamental nessa discussão.
Garotinho não precisaria necessariamente colocar o vídeo na internet para permitir algum nível de verificação.
Uma análise técnica poderia preservar cenas íntimas, a identidade da fonte e eventuais informações submetidas a restrições judiciais.
Dependendo das características do arquivo, especialistas poderiam analisar elementos como arquivo original, metadados disponíveis, integridade e eventuais sinais de edição.
Também seria possível uma verificação documentada por profissionais independentes que tivessem acesso ao material.
Portanto, publicar o vídeo e comprovar tecnicamente sua existência são coisas diferentes.
Por que Garotinho não mostra?
Garotinho já apresentou justificativas públicas para manter as imagens fora do alcance do público.
Anteriormente, relacionou o material a uma investigação submetida a sigilo e mencionou que o conteúdo estaria relacionado ao Supremo Tribunal Federal.
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, voltou ao assunto durante uma sabatina e explicou novamente sua decisão de não divulgar a gravação.
Essas justificativas podem explicar por que ele não pretende colocar o conteúdo na internet.
Mas permanece outra questão:
como terceiros podem confirmar aquilo que está sendo afirmado sobre as imagens?
BelfordRoxo24h perguntou ao Grok
A discussão ganhou um novo capítulo depois que o BelfordRoxo24h questionou publicamente o Grok, inteligência artificial integrada ao X.
A pergunta foi feita diante da ausência de apresentação pública do vídeo e das diferentes informações disponíveis sobre o caso.
Na resposta apresentada ao canal, o Grok estimou em 75% a possibilidade de “exagero ou ausência do vídeo completo”.
O número chama atenção, mas precisa ser colocado no contexto correto.
Os 75% não representam perícia, investigação policial, pesquisa estatística ou decisão judicial.
Também não demonstram que Garotinho esteja mentindo e não comprovam que o vídeo seja inexistente.
A resposta da inteligência artificial serviu como ponto de partida para uma pergunta jornalística mais importante:
quais evidências independentes existem sobre esses 12 minutos?
É essa pergunta — e não o percentual apresentado pela IA — que sustenta a análise do BelfordRoxo24h.
O que está confirmado e o que continua em aberto
Até 10 de setembro de 2026, é possível separar claramente os dois lados dessa história.
Está documentado publicamente que Garotinho afirma possuir aproximadamente 12 minutos de vídeo, descreveu aquilo que diz aparecer nas imagens e declarou ter mostrado o material a policiais, advogados e jornalistas.
Por outro lado, permanecem em aberto para verificação pública a procedência do arquivo, sua autenticidade e a confirmação de que as imagens correspondem exatamente à chamada “Noite das Astronautas” da maneira relatada.
Essa distinção impede conclusões precipitadas.
Não existem elementos públicos suficientes para o BelfordRoxo24h afirmar que o vídeo não existe.
Da mesma forma, não existem elementos públicos suficientes para tratar a origem, a autenticidade e todo o conteúdo atribuído à gravação como definitivamente comprovados.
“Ninguém vê”: entenda o título
A expressão “ninguém vê”, utilizada no título desta reportagem, tem sentido editorial.
Garotinho afirma que policiais, advogados e jornalistas já tiveram acesso ao material.
Portanto, o BelfordRoxo24h não afirma que literalmente nenhuma pessoa tenha visto algum arquivo.
A expressão se refere ao fato de que o material permanece fora do acesso público e, até agora, não foi apresentada uma autenticação independente documentada que encerre as principais dúvidas sobre sua procedência.
Afinal, cadê o vídeo da “Noite das Astronautas”?
Meses se passaram.
Garotinho diz que tem.
Diz que são aproximadamente 12 minutos.
Diz que reconheceu pessoas.
Diz que mostrou a policiais, advogados e jornalistas.
Mas o principal elemento dessa história continua fora do alcance público.
E nem seria necessário colocar as imagens na internet.
Uma verificação independente, respeitando cenas íntimas, sigilo de fonte e eventuais restrições judiciais, poderia esclarecer boa parte da controvérsia.
Enquanto isso não acontece, permanece uma pergunta legítima:
Garotinho diz que tem, mas cadê o vídeo da “Noite das Astronautas”?
O BelfordRoxo24h mantém aberto o espaço para Anthony Garotinho, sua assessoria ou qualquer pessoa que tenha efetivamente tido acesso ao material apresentarem esclarecimentos ou elementos verificáveis sobre a existência, procedência e autenticidade da gravação.
ACOMPANHE O BELFORDROXO24H
O BelfordRoxo24h é um canal de informação multiplataforma que acompanha os principais acontecimentos de Belford Roxo, da Baixada Fluminense, do Rio de Janeiro e do Brasil.
Portal: belfordroxo24h.com
Instagram: instagram.com/belfordroxo24h
X: x.com/belfordroxo24h
TikTok: tiktok.com/@belfordroxo24h
Facebook: facebook.com/belfordroxo24h
Canal no WhatsApp: whatsapp.com/channel/0029Vaeuc09HQbRzJSttqN1V
Telegram: t.me/belfordroxo24hcanal
YouTube: canal oficial disponível pelo portal
BelfordRoxo24h — Aqui a informação nunca para.








