
Operação Illicitus também apreendeu centenas de porções de materiais semelhantes a drogas no Complexo de Gericinó; ofensiva já retirou 623 celulares de unidades prisionais desde agosto
A Polícia Penal encontrou 26 celulares escondidos em paredes do Instituto Penal Benjamin de Moraes Filho, no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, durante uma operação realizada nesta sexta-feira (4).
A ação faz parte da Operação Illicitus, da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), que intensificou as fiscalizações no sistema prisional fluminense para combater práticas ilegais e, principalmente, dificultar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas presos e pessoas que permanecem em liberdade.
CELULARES ESTAVAM ESCONDIDOS NAS PAREDES
Imagens registradas durante a fiscalização mostram agentes retirando aparelhos que estavam escondidos em estruturas das paredes da unidade prisional.
Além dos 26 celulares, os policiais encontraram uma grande quantidade de materiais com características semelhantes a entorpecentes.
Foram apreendidos 230 trouxinhas e sete invólucros de pó branco, 88 trouxinhas e 20 invólucros de massa resinosa, além de 440 trouxinhas de erva seca picada.
A identificação definitiva das substâncias depende de análise pericial.
A unidade prisional onde ocorreu a ação custodia integrantes de uma facção criminosa.
OPERAÇÃO BUSCA CORTAR COMUNICAÇÃO COM O LADO DE FORA
Um dos principais objetivos da Operação Illicitus é impedir que celulares sejam utilizados dentro dos presídios para manter a comunicação entre integrantes de organizações criminosas presos e pessoas que atuam fora das unidades.
As ações são contínuas e contam com atuação integrada das subsecretarias Operacional e de Inteligência, além da Corregedoria-Geral da Polícia Penal.
As diligências incluem revistas em celas e áreas comuns e fiscalização nas portarias. Detentos, visitantes e policiais penais eventualmente envolvidos em práticas ilegais também estão entre os alvos permanentes das fiscalizações.
623 CELULARES APREENDIDOS DESDE AGOSTO
O balanço acumulado da operação chama atenção.
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal, desde o início da ofensiva, em agosto, 623 celulares e mais de oito quilos de drogas já foram apreendidos em unidades prisionais do estado do Rio de Janeiro.
Os números mostram a dimensão do desafio enfrentado pelas autoridades para impedir a circulação de aparelhos e outros materiais proibidos dentro do sistema penitenciário fluminense.
BANGU 4 TAMBÉM FOI ALVO DA OPERAÇÃO
Um dia antes, na quinta-feira (3), outra etapa da Operação Illicitus foi realizada no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, conhecido como Bangu 4, também localizado no Complexo de Gericinó.
Na ocasião, a ação teve como alvo chefes e integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Até a última atualização divulgada sobre aquela operação, 30 celulares haviam sido encontrados na unidade, além de drogas.
A Polícia Penal afirma que a intensificação das fiscalizações busca enfraquecer a atuação do crime organizado a partir dos presídios e garantir a ordem no sistema prisional do Rio de Janeiro.
Crédito das imagens/vídeo: Divulgação/Polícia Penal
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