
Um homem de 56 anos, foragido por extorsão, foi preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (19), no Catumbi, região central do Rio de Janeiro. Marcelo Costa de Souza é investigado em um caso envolvendo um empréstimo de aproximadamente R$ 30 mil que teria se transformado em uma cobrança de R$ 1,3 milhão.
A prisão foi realizada por agentes da 24ª DP (Piedade). Segundo a apuração policial, o investigado realizava empréstimos mediante cobrança de juros.
DE R$ 30 MIL PARA R$ 1,3 MILHÃO
Em um dos casos apurados, uma vítima teria recebido aproximadamente R$ 30 mil. Cerca de um ano depois, o montante exigido teria alcançado R$ 1,3 milhão.
Segundo a Polícia Civil, Marcelo teria atribuído o aumento expressivo da dívida aos juros acumulados durante o período.
A diferença entre o valor originalmente emprestado e a quantia posteriormente exigida passou a integrar as apurações sobre a atuação do investigado.
COBRANÇA TERIA ENVOLVIDO AMEAÇAS
A vítima relatou aos investigadores que, além da cobrança financeira, teria sofrido ofensas, intimidações, visitas em sua residência e ameaças, inclusive de morte.
A delegada Natacha Alves, titular da 24ª DP, informou que o investigado também teria mencionado contar com a ajuda de outras pessoas durante as cobranças.
Diante dos elementos reunidos no inquérito, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva no dia 5 de agosto.
A polícia também recebeu relatos de que bens de vítimas teriam sido tomados como forma de pagamento de supostas dívidas.
INVESTIGADO ADMITE EMPRÉSTIMOS, MAS NEGA AMEAÇAS
Após ser localizado e levado para a delegacia, Marcelo teria admitido aos agentes que realizava empréstimos mediante cobrança de juros.
Ele afirmou possuir o que chamou de “aplicações” com diferentes pessoas.
O investigado, entretanto, negou ter ameaçado os devedores.
As circunstâncias das operações financeiras e as suspeitas de extorsão relacionadas às cobranças continuam sendo apuradas.
POLÍCIA BUSCA POSSÍVEIS OUTRAS VÍTIMAS
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, Marcelo possui outras anotações criminais relacionadas a ocorrências anteriores. A existência desses registros não representa, por si só, condenação definitiva pelos respectivos fatos.
A 24ª DP (Piedade) segue com as investigações para esclarecer a extensão da atuação atribuída ao investigado e identificar possíveis outras vítimas.
O caso permanece sob investigação.
Fonte: Polícia Civil / O Dia
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