
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar a pelo menos 18 idosos condenados por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. Eles estavam detidos em regime fechado, mas tiveram a prisão convertida em domiciliar, porque têm problemas de saúde.
Em todos os casos, foram mantidas medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e suspensão do passaporte e proibição de sair do país. Também estão proibidos de usar as redes sociais e receber visitas, salvo exceções, como de advogados e familiares.
“O descumprimento da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas alternativas implicará na reconversão da domiciliar em prisão dentro de estabelecimento prisional”, diz Moraes em uma das decisões.
Os condenados também precisam pedir autorização para deslocamentos por questões de saúde, com exceção de situações de urgência e emergência, as quais deverão ser justificadas, no prazo de 48 horas.
Para justificar a concessão da prisão domiciliar, Moraes afirma que a jurisprudência do Supremo é pacífica ao admitir a medida para o “condenado acometido de doença grave que necessite de tratamento médico que não possa ser oferecido no estabelecimento prisional ou em unidade hospitalar adequada”. É o caso dos 18 idosos que foram beneficiados com a medida. As decisões foram tomadas na última sexta-feira (24).
A decisão do ministro sai antes de o Congresso Nacional analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da Dosimetria. Lula vetou no começo do ano integralmente o texto, que reduzia as penas dos condenados pelos atos de 8 janeiro de 2023. A previsão é que o Legislativo analise esse veto em uma sessão conjunta prevista para quinta-feira (30).
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