
empresa americana de inteligência artificial Anthropic inaugurou seu primeiro escritório na Índia nesta segunda-feira, num momento de alta expressiva do uso de inteligência artificial no país. A empresa afirma que sua receita no mercado dobrou desde outubro, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O novo escritório, localizado na cidade de Bangalor, no sul do país, é o segundo da Anthropic na Ásia, depois de Tóquio. A expansão ocorre em um momento de acirrada disputa por usuários de inteligência artificial na Índia, impulsionada, em grande parte, pela entrada de empresas americanas e europeias em novos mercados em busca de crescimento acelerado.
Concorrente da Anthropic, a OpenAI abriu um escritório no país no ano passado e oferece uma versão simplificada de seu chatbot gratuitamente para usuários indianos, assim como outra empresa americana, a Perplexity.
Apesar da forte concorrência, a Anthropic vê a Índia como “uma das oportunidades mais promissoras do mundo para levar os benefícios da inteligência artificial responsável a um número muito maior de pessoas e empresas”, afirmou Irina Ghose, diretora-geral da empresa na Índia, em comunicado.
“O país já abriga talentos técnicos extraordinários, infraestrutura digital em grande escala e um histórico comprovado de uso da tecnologia para melhorar a vida das pessoas. Essa é exatamente a base necessária para garantir que essa tecnologia chegue às pessoas que mais podem se beneficiar dela.”
Enquanto algumas empresas globais de inteligência artificial veem a Índia principalmente como um mercado consumidor, onde mais usuários significam mais dados para treinar seus modelos de inteligência artificial, a Anthropic está adotando uma abordagem diferente, explorando a demanda corporativa.
A Índia é o segundo maior mercado para seu agente de inteligência artificial, Claude, com quase metade de seu uso destinado a tarefas matemáticas e relacionadas à computação, como o desenvolvimento de aplicativos ou softwares.
A Anthropic afirma que intensificará as vendas para empresas, visando grandes corporações e startups. A empresa está anunciando cinco vagas de emprego em seu escritório em Bangalor, todas na área de vendas.
Entre as grandes empresas que utilizam Claude está a Air India, do Grupo Tata, que usa seu agente de codificação para desenvolver softwares de forma mais rápida e econômica, segundo a Anthropic. Quase 350 mil funcionários da Cognizant, uma empresa de terceirização de tecnologia, também utilizam o agente. A expansão para a Índia coincide com o crescente ceticismo em relação ao futuro de empregos que vão desde programação e finanças até marketing e vendas. Ganhou impulso no mês passado, após a Anthropic lançar uma série de ferramentas de automação novas e atualizadas.
Esses avanços também ameaçam empresas de terceirização de tecnologia como a TCS e a Infosys, que prosperaram cobrando dos clientes com base no número de pessoas alocadas em um projeto. As ofertas da Anthropic colocam esses modelos de negócios em risco, disseram especialistas.
“Se voltarmos no tempo, as empresas de terceirização de tecnologia diziam que transformariam o desenvolvimento de software em um processo previsível”, disse Vineet Nayar, executivo-chefe (CEO) da Sampark Foundation, uma organização sem fins lucrativos voltada para a educação, e ex-CEO da HCL, a terceira maior exportadora de software da Índia em receita. “Mas agentes de inteligência artificial estão chegando e o desenvolvimento de software está sendo superado por eles.”
Mas as empresas indianas de terceirização de tecnologia ainda têm uma oportunidade, já que o uso de inteligência artificial nas empresas ainda está em seus estágios iniciais.
“Elas já estão integradas, realizando tarefas administrativas e de manutenção de desenvolvimento de aplicativos”, disse Nayar. A questão é: ‘Você consegue reinventar os processos de negócios e liderar o caminho usando a tecnologia para resolver problemas?’
À medida que intensifica as vendas para empresas, a Anthropic também espera conquistar os consumidores treinando seus modelos em dez idiomas indianos, incluindo hindi, bengali, tâmil e malaiala, com maior rigor. A empresa espera que essa abordagem “aprimore os modelos futuros para falantes de idiomas indianos e para casos de uso importantes para a Índia e para as empresas que utilizam o Claude.”
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