
Com a retomada dos laços diplomáticos entre Estados Unidos e Venezuela após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro, a líder interina, Delcy Rodrígues, disse, nesta quinta-feira, que foi convidada a visitar Washington. “Fui convidada para os Estados Unidos”, disse em entrevista à rede NBC, acrescentando que está “considerando ir assim que estabelecermos essa cooperação e pudermos avançar com tudo”.
Os comentários sucedem o desembarque do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, na quarta-feira, para avaliar as condições das reservas de petróleo do país e ajudar a traçar um plano de recuperação para o setor energético local.
“Os venezuelanos estão no comando aqui na Venezuela, mas os Estados Unidos têm enorme influência sobre as autoridades interinas — a maior fonte de receita que financia o governo, que financia o governo da Venezuela, agora é controlada pelos Estados Unidos”, disse Wright à NBC. Ao todo, já foram vendidos mais de US$ 1 bilhão em petróleo venezuelano e espera-se que outros US$ 5 bilhões sejam vendidos nos próximos meses, disse o secretário.
Ainda que o tom adotado entre os países esteja mais diplomático, Rodríguez comentou na entrevista que Maduro continua sendo o líder legítimo da Venezuela. “Posso afirmar que o presidente Nicolás Maduro é o presidente legítimo. Digo isso como advogada. Tanto o presidente Maduro quanto Cilia Flores, a primeira-dama, são inocentes”, declarou.
Nos dias que se seguiram à captura de Maduro em 3 de janeiro, Rodríguez criticou duramente a ação militar dos EUA. Desde então, ela tem suavizado o tom e cedido à pressão e às exigências americanas, como a libertação de presos políticos.
Ainda assim, há resquícios da postura adotada com opositores do governo. A Justiça venezuelana prendeu o opositor Juan Pablo Guanipa horas depois de ele ser libertado da cadeia no domingo. Agora, ele cumpre pena em prisão domiciliar, de acordo com o filho, Ramon Guanipa.
Também restam dúvidas se a principal opositora venezuelana, María Corina Machado, poderá retornar ao país em segurança. “Em relação à vida dela, não entendemos por que há tanto alvoroço”, disse Rodríguez à NBC. “Quanto ao seu retorno ao país, ela terá que dar explicações à Venezuela. Por que pediu uma intervenção militar, por que pediu sanções contra a Venezuela e por que comemorou as ações que ocorreram no início de janeiro?”
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