
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, se encontraram pelo menos uma dúzia de vezes entre os anos de 2023 e 2025 de acordo com apurações da Polícia Federal.
Os encontros teriam ocorrido principalmente entre os anos de 2023 e 2024, segundo uma apuração publicada nesta quinta (19) pelo UOL e confirmada pela Gazeta do Povo com fontes a par da investigação. Parte dessas ocasiões ocorreu em jantares, eventos sociais e encontros com múltiplos convidados, o que indica que nem todos os contatos podem ter sido necessariamente agendados diretamente entre os dois.
O relatório da Polícia Federal que menciona essas interações, no entanto, não detalha se houve conversas reservadas, reuniões individuais ou tratativas específicas entre Vorcaro e o ministro durante os encontros. O documento registra apenas a coincidência de presença em diferentes ocasiões, sem esclarecer o teor de eventuais diálogos ou a natureza dos contatos pessoais.
Toffoli e Vorcaro não se pronunciaram sobre os encontros, o espaço segue aberto.
Presidente da CPMI do INSS anuncia nova data de depoimento de Vorcaro
Dias Toffoli deixou a relatoria dos processos envolvendo o Banco Master no STF na semana passada, após pressão pela revelação de que ele poderia ter uma relação de proximidade com o banqueiro. O ministro sempre negou qualquer envolvimento até que informações da investigação da Polícia Federal apontaram ligações e citações entre eles encontradas nos celulares de Vorcaro.
Além dessas citações, também foi revelado nas últimas semanas que Toffoli era sócio dos irmãos em uma empresa de participações imobiliárias que negociou cotas de um resort no interior do Paraná com fundos de investimentos ligados ao Banco Master e ao cunhado de Vorcaro, o empresário e pastor Fabiano Zettel.
Após a revelação de ligações com Vorcaro, o presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma reunião com todos os ministros para discutir a situação e, segundo uma nota, em comum acordo, todos prestaram apoio a Toffoli. Ele deixou a relatoria dos processos e um novo sorteio definiu André Mendonça como relator.
Na próxima semana, a CPI do Crime Organizado pretende votar a convocação de Toffoli para prestar depoimento sobre o envolvimento com Vorcaro e as relações com a empresa de seus irmãos. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão, afirma haver necessidade de ouvir explicações do ministro.
“Quando você olha mais de perto, você percebe que está tudo entrelaçado em duas pontas: na ponta da lavagem de dinheiro, onde você tem Master, Reag, etc, e na ponta da infiltração política e judicial do crime organizado”, afirmou em entrevista à GloboNews na semana passada.
Vieira destacou que a investigação da CPI abrange quatro eixos principais que teriam ligação direta, como as emendas parlamentares, a operação “Carbono Oculto” – que descobriu a atuação do PCC no mercado de combustíveis – as fraudes no INSS e operações envolvendo o Banco Master.
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