
O bitcoin (BTC) opera em queda nesta quinta-feira (12) sem encontrar sustentação mais forte em qualquer patamar, tirando os US$ 65 mil, que são o limite inferior da banda de preços na qual a criptomoeda tem sido negociada desde o dia 6.
A baixa volatilidade das últimas duas semanas não permite saber se o BTC sairá da lateralização para continuar as quedas ou se o próximo movimento será de alta buscando novamente os US$ 100 mil. No entanto, os investidores com grandes quantidades de criptomoeda conhecidos como “baleias” já voltaram a comprar, o que é visto como um bom sinal.
Às 10h38 (horário de Brasília) o bitcoin cai 1,6% em 24 horas, cotado a US$ 66.246, conforme dados do CoinGecko. Em reais, a moeda digital tem queda de 1,9% a R$ 345.455, segundo cotação do Cointrader Monitor.
Entre as altcoins, o ether (ETH), moeda digital da rede Ethereum, tem queda de 2,4% a US$ 1.934. Enquanto isso, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, registra perdas de 4,7% a US$ 1,40; a solana (SOL) registra desvalorização de 3,3% a US$ 80,38; e o BNB (token da Binance Smart Chain) recua 1,9% a US$ 603,11.
O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 2,35 trilhões.
Segundo Rony Szuster, head de análise da corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin (MB), apesar da pressão de preço, grandes empresas acumuladoras de criptomoedas mantiveram compras relevantes de BTC e ETH, somando aproximadamente US$ 260 milhões.
Ao mesmo tempo, o fundo soberano de Abu Dhabi aumentou em 46% sua aposta em bitcoin, chegando a um total de US$ 1 bilhão na criptomoeda. “Esses movimentos reforçam a visão de longo prazo e a tese de ativo escasso como instrumento de diversificação estratégica”, afirma Szuster.
Guilherme Prado, country manager da corretora de criptomoedas Bitget no Brasil, explica que o bitcoin encontra, no curto prazo, um suporte relevante em US$ 65.118, enquanto a região de US$ 72.271 concentra forte presença vendedora, limitando tentativas de avanço mais consistente.
Já Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da exchange Ripio, afirma que o BTC permanece abaixo de uma região de liquidez de curto prazo, o que indica que a pressão vendedora ainda predomina e aumenta a probabilidade de teste dos suportes em US$ 60.000 e US$ 53.000.
“Caso surja força compradora suficiente para reverter esse movimento, o preço pode encontrar resistência nas regiões de US$ 72.000 e US$ 75.500, devido à concentração de oferta nesses níveis”, prevê.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 133,3 milhões.
Os dois responsáveis pelo fluxo vendedor da véspera foram o IBIT, da BlackRock, com US$ 84,2 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 49,1 milhões.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi negativo em US$ 41,8 milhões. Os três alvos das vendas foram o ETHA, da BlackRock, com US$ 29,9 milhões; o FETH, da Fidelity, com US$ 8,2 milhões; e o QETH, da Invesco, com US$ 3,7 milhões.
Por fim, nos ETFs de solana houve um saldo positivo de US$ 2 milhões.
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